TSE contra os Hackers

O TSE quer investir recursos pesados para derrotar os grupos digitais que desejam inviabilizar a democracia. A meta é garantir as eleições presidenciais de 2022.

O TSE quer investir recursos pesados para derrotar os grupos digitais que desejam inviabilizar a democracia. A meta é garantir as eleições presidenciais de 2022

Quando a eleição municipal for encerrada às 17h e os últimos resultados das urnas forem divulgados, no início da noite deste domingo, 29, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dará início a uma contagem regressiva com um objetivo já definido: fazer com que as eleições presidenciais de 2022 não sejam maculadas pela ação de hackers mobilizados por verdadeiras milícias digitais. No primeiro turno, no dia 15, essas organizações criminosas trouxeram terror ao sistema eleitoral brasileiro, com tentativas frustradas de tirar o site do TSE do ar, desacreditar as urnas eletrônicas e ameaçar a democracia. Para isso, a direção do TSE, com o reforço de outros ministros do STF e de delegados da PF especializados em crimes eletrônicos, está avaliando a ação desses grupos criminosos e já decidiu direcionar a aplicação de pesados investimentos em tecnologia para impedir que essas quadrilhas, ligadas inclusive ao bolsonarismo, possam colocar em risco o sistema eleitoral brasileiro daqui a dois anos. Só para aperfeiçoar as 500 mil urnas eletrônicas, o TSE gastará R$ 700 milhões nos próximos dois anos — R$ 311,3 milhões apenas em 2021. No total, o tribunal investirá R$ 1,28 bilhão por ano para custear o processo eleitoral, com atenção especial aos hackers.

Afinal, daqui a dois anos, quando os brasileiros irão às urnas eletrônicas escolher o sucessor de Bolsonaro, os dirigentes do TSE prevêem que o País poderá enfrentar a mais acirrada e beligerante disputa presidencial, como já vem se delineando nos últimos tempos. A montagem de um esquema em inteligência artificial que contenha o disparo de ameaças é fundamental. Assim, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do tribunal, está trabalhando, já nestas eleições municipais, em parceria com o ministro Alexandre de Moraes — que o sucederá no TSE e coordenará o pleito de 2022 —, para antecipar a solução de problemas que estão sendo registrados agora no campo tecnológico.

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