Sim, Hitler e o Partido Nazista eram socialistas

O mundo enfrentou duas grandes tragédias totalitárias no século XX: o nacional-socialismo alemão(nazismo) e o socialismo-marxista internacional(comunismo). Ambos deixaram uma pilha de corpos por onde passaram. O nazismo, nome abreviado do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei) entrou para a História como o mal-em-si. Revistas de variedades e história publicam quase todo ano artigos de especialistas se perguntando “como foi possível que Adolf Hitler existisse?”.

O vocabulário popular, e sobretudo sua manipulação por formadores de opinião, força ofensas, associando todos os inimigos de sua opinião ao nazismo (sobretudo os que se ofendem com tal associação, por rejeitarem mortalmente o nazismo). Em livros acadêmicos, livros escolares, filmes, séries e programas de TV, matérias jornalísticas, documentários sobre o holocausto, etc nazismo é interpretado como um fenômeno de intolerância e de ódio, com um apreço pela supremacia racista de um povo e um culto ao extermínio de todos os grupos ”indesejáveis”. O nazismo seria a concretização do projeto de poder pessoal de Adolf Hitler em busca de uma sociedade ”reacionária” e oposta aos ideais de liberdade e igualdade supostamente ”defendidos” pelo mundo moderno democrático, iluminista e progressista. 

De acordo com os lugares comuns da historiografia marxista, consagrada como dogma nos meios acadêmicos ocidentais, o socialismo seria ideologicamente alinhado a esquerda, enquanto o nacional-socialismo teria “socialismo” no nome apenas por acidente de batismo ou ”oportunismo propagandístico”, e, para ser associado com os inimigos do socialismo, foi chamado a posteriori de “extrema-direita”, ”ultra-reacionário” e ”aliado ao grande capital”(tal como apregoado pela propaganda stalinista soviética na década de 20-30). O nazismo estaria no pólo ideológico ao extremo oposto do socialismo, e qualquer questionamento sobre tal enunciado é tratado nos meios acadêmicos como uma ”heresia”.

Mas tal lugar comum está muito longe da verdade. É exatamente por conta de tal contaminação da historiografia marxista no mainstream acadêmico, que muitas pessoas que estudam apenas o que esse mainstream acadêmico produz e prega, se assustam quando alguém afirma que o nazismo é, na verdade, não um movimento surgido da ”direita”(ou da “extrema-direita”), muito menos conservador ou reacionário, e sim justamente um movimento que nasceu como uma dissidência da esquerda revolucionária socialista, e que busca reconstruir a sociedade desde a raiz, apelando para uma fusão entre o nacionalismo e um socialismo não-marxista e não internacionalista, mas sim ”alemão”, e mesmo que fosse anti-marxista e contra o bolchevismo russo, o era não por ser pró-capitalista ou conservador, mas porque acreditava que defendia o ”verdadeiro socialismo”(Der echte Sozialismus nas palavras de Joseph Goebbels), no caso aquilo que chamavamde ”socialismo alemão”, ou ”nacional-socialismo”.

Os nazistas reconheciam muitas vezes que, embora tivessem divergências, tinham muito mais em comum com os bolcheviques comunistas russos do que com os capitalistas, liberais, conservadores ou reacionários do Ocidente, e seu modelo de estado totalitário nacional-socialista estava inegavelmente muito mais aparentando com a URSS do que com qualquer democracia capitalista-liberal da época(EUA, França, Reino Unido).

Mas não sou eu quem afirma isso: os próprios nazistas diziam isso em alto e bom som, sem nunca fazer segredo, tanto em público como em confissões privadas. Nenhum nazista nunca afirmou que era ”direitista” ou ‘‘extremista de direita”, ou mesmo a favor do capitalismo-liberal. Sempre se definiram como um movimento nacionalista e socialista, que pegava emprestado da direita o nacionalismo sem o capitalismo, e da esquerda o socialismo sem o internacionalismo marxista, muito em voga nas correntes socialistas revolucionárias que romperam com a II Internacional na época da I Guerra Mundial, dando origem aos primeiros partidos comunistas, a III Internacional e ao primeiro Estado comunista do mundo, a URSS. Ou seja, ao contrário do que se tornou lugar comum afirmar, os nazistas nunca foram e nunca afirmaram representar a ”direita”, nem o conservadorismo, e nem também a ”esquerda”, como alguns comentaristas e colunistas de direita as vezes também o fazem.

O caráter do nazismo só pode ser entendido como um movimento ideológico sincrético, que pega emprestado tanto elementos da direita quanto da esquerda, resultando num movimento sui generis, uma espécie de ”terceira-via” ideológica, que não pode ser enquadrada no espectro político ideológico convencional de sua época, já que aglutinava tanto nacionalistas de direita em seu meio quanto socialistas radicais de esquerda.

O termo ”extrema direita” foi dado aos nazistas alemães artificialmente por historiadores marxistas e simplesmente foi “aceito” academicamente, já que estes historiadores argumentavam que sua hostilidade ao comunismo e ao marxismo era a ”prova” de que se tratava de um movimento direitista. É verdade que os nazistas combateram sim movimentos e partidos comunistas e marxistas, porém as razões pelas quais se opunham a tais correntes não era devido a sua hostilidade ao socialismo(o partido nazista era tão socialista quanto qualquer partido socialista-marxista da época), mas por que se opunha a retórica internacionalista de certas correntes socialistas revolucionárias, que desprezavam muitas vezes a força do nacionalismo, que os nazistas consideravam um força indispensável ao verdadeiro socialismo.

O próprio Hitler(como alguns historiadores ignoram ou fingem não saber), admitiu que certos elementos do marxismo e do socialismo, exerceram influência no desenvolvimento do movimento nacional-socialista alemão.

Decidi aqui então, reunir a opinião de pesquisadores das mais variadas aéreas; historiadores, economistas, cientistas políticos, sociólogos, filósofos; que discordam de tal classificação genérica e lugares comuns equivocados sobre o nazismo aceitos na acadêmia, realçando estes pensadores as semelhanças profundas entre o totalitarismo comunista soviético e o totalitarismo nazista na Alemanha, como também as origens e influências socialistas no desenvolvimento e arcabouço intelectual do nacional-socialismo alemão. Reuni também declarações dos próprios nacional-socialistas alemães, incluso o próprio Hitler, afirmando o caráter socialista e revolucionário do nazismo.

Eric Voegelin(filósofo alemão e historiador das idéias políticas): “No curioso apoio que foi dado pela grande burguesia aos movimentos fascistas e nacional-socialista – conexões que frequentemente levou a suposição precipitada de que esses movimentos eram ‘capitalistas’ ou ‘reacionários’.” (Hitler and The Germany’s, Eric Voegelin)

T.S. Eliot(poeta e romancista inglês): “O fascismo e o comunismo são meras variações da mesma doutrina: e igualmente simples variantes do atual estado de coisas.”(The Moral Imagination of the 20th Century, T.S. Eliot)

Friedrich Von Hayek(economista austríaco): “Poucos estão prontos a admitir que a ascensão do nazismo e do fascismo não foi uma reação contra tendências socialistas do período precedente, mas resultado necessário dessas mesmas tendências.”(Como citado em The Road of Serfdom, Friedrich Von Hayek)

Ivor Thomas (ex membro do partido trabalhista britânico): “Sob o ponto de vista das liberdades humanas fundamentais, há pouca escolha entre comunismo, socialismo e nacional-socialismo. Todos eles são exemplos do estado coletivista ou totalitário. Na sua essência, socialismo pleno não é apenas o mesmo que comunismo, mas dificilmente se diferencia do fascismo.” (Como citado em The Socialist Tragedy, 1951, Ivor Bulmer).

Max Eastman (amigo de Lênin e entusiasta comunista): “Ao invés de melhor, o stalinismo é pior que o fascismo, mais cruel, bárbaro, injusto, imoral, anti-democrático, e sem a atenuante de qualquer esperança ou escrúpulo, de sorte que seria correto defini-lo como super-fascista.” (Como citado em Stalin’s Russia and the Crisis of Socialism, 1940)

F.A. Voigt(jornalista britânico): “O marxismo levou ao fascismo e ao nacional-socialismo, porque, em essência, marxismo é fascismo e nacional-socialismo.” (Como citado em Unto Ceaser, 1939)

Peter Drucker (escritor e pensador alemão): ”O completo desmoronamento da crença na possibilidade de alcançar a liberdade e a igualdade por meio do marxismo obrigou a Rússia a trilhar o mesmo caminho que a Alemanha, rumo a uma sociedade totalitária e de valores puramente negativos, não econômica, sem liberdade nem igualdade. Isso não quer dizer que comunismo e fascismo sejam essencialmente a mesma coisa. O Fascismo é o estágio atingido depois que o comunismo se revela uma ilusão, conforme aconteceu tanto na Rússia stalinista como na Alemanha pré-hitlerista.” (Como citado em The End of Economic Man, 1939)

Eduard Heimann (um dos eminentes teóricos do socialismo alemão): “O hitlerismo proclama-se tanto democracia autêntica quanto socialismo autêntico, e a terrível verdade é que, de certa forma, suas pretensões são verídicas – apenas num grau infinitesimal, sem dúvida, mas de qualquer modo suficiente para servir de base a essas fantásticas distorções. O hitlerismo chega mesmo a se definir o protetor do cristianismo, e o mais terrível é que esse grosseiro equivoco consegue ainda causar alguma impressão. Mas um fato se destaca com perfeita clareza em toda essa confusão: Hitler jamais pretendeu representar o verdadeiro liberalismo. O liberalismo tem a honra de ser a doutrina mais odiada por Hitler.”(Como citado em Liberal Fascism, Jonah Goldberg).

Thomas Sowell(economista americano): “A noção de que comunistas e fascistas se configuram em polos ideológicos não é verdadeira nem em teoria e muito menos na prática. Comparando-se, de um lado, as semelhanças e as diferenças entre dois movimentos totalitários e, do outro, o conservadorismo, há muito mais semelhanças entre esses dois sistemas totalitários e suas respectivas agendas, incluindo a agenda ‘progressista’, do que com as agendas da grande maioria dos grupos conservadores. Por exemplo, entre os itens que compunham a agenda dos fascistas na Itália, assim como dos nazistas na Alemanha, temos (1) controle governamental sobre salários e horas de trabalho, (2) impostos mais altos sobre os ricos, (3) limites governamentais sobre os lucros, (4) controle governamental sobre os cuidados com a população de idosos, (5) esvaziamento do papel da religião e da família nas decisões pessoais e sociais e (6) estabelecimento de métodos de engenharia social para alterar a natureza das pessoas, geralmente desde a primeira infância.” (Como citado em The Intellectuals and Society, Thomas Sowell)

Roger Kimball(autor e comentarista social americano): ”É verdade que Hitler era inflexivelmente anticomunista; ao mesmo tempo, ele reconheceu que aprendeu muito com o marxismo.”(The Death of Socialism, Roger Kimball, in The New Criterion).

Llewellyn H. Rockwell Jr (economista americano): ”O regime nazista representou não um mal único na história, mas uma combinação agora convencional de duas tendências ideológicas perigosas: o nacionalismo e o socialismo.”(Headed to National Socialism, Llewellyn H. Rockwell Jr)

Edward Feser (filósofo americano): ”Ele{Hitler} defendeu os direitos dos trabalhadores, considerou a sociedade capitalista como brutal e injusta e buscou uma terceira via entre o comunismo e o livre mercado. A esse respeito, ele e seus associados admiravam muito os fortes passos dados pelo New Deal, do presidente Franklin Roosevelt, para tomar decisões econômicas em larga escala de mãos privadas e colocá-las nas agências de planejamento do governo. Seu objetivo era instituir um tipo de socialismo que evitasse as ineficiências que assolavam a variedade soviética, e muitos ex-comunistas consideravam seu programa muito agradável.”(Edward Feser, The Mustache on the Left [about delusion that right-wingers are closet totalitarians])

Jonah Goldberg(economista americano): “A noção, bem plantada no evangelho marxista, de que o fascismo ou o nazismo eram os braços armados da reação capitalista caiu junto com o Muro de Berlim. (…) Os nazistas subiram ao poder explorando uma retórica anticapitalista na qual indiscutivelmente acreditavam. Além disso, o nazismo também enfatizava muitos dos temas ‘progressistas’ em outros lugares e épocas: a primazia da raça, a rejeição do racionalismo, uma ênfase no orgânico e holístico – que incluía ambientalismo, alimentos saudáveis e exercícios – e, mais que tudo, a necessidade de “transcender” noções de classe. Por esses motivos, Hitler merece ser firmemente posto na esquerda porque, antes de mais nada, e acima de tudo, ele era um revolucionário.”(Como citado em Liberal Fascism, Jonah Goldberg)

Peter Viereck(poeta e pensador americano):“O sucesso dos ‘nacional-socialistas’ literais, seja Hitler ou Stálin, está em sua síntese vitoriosa do nacionalismo expansivo romântico com uma economia planejada.”(Como escrito por Peter Viereck na edição de abril de 1940 do jornal The Atlantic)

Eugen Weber(historiador do fascismo): “Se há uma coisa em que todos os fascistas e nacional-socialistas concordam, foi sua hostilidade ao capitalismo.”(Varieties of Fascism, Eugen Weber).    

Willy Brandt(líder social-democrata, membro da resistência anti-nazista durante a guerra e ex-chanceler da Alemanha Ocidental): “Devemos reconhecer o elemento socialista no nacional-socialismo e no pensamento de seus seguidores, sua base revolucionária subjetiva.”(Discurso de Willy Brandt em 1932, como citado em ”All totalitarian ideologies are collectivist”, Daniel Hannan)

Götz Aly(historiador alemão especializado em nazismo): ”Os muitos laços do socialismo nacional do reservatório socialista de idéias da esquerda já surgiram das biografias dos envolvidos. Na fase final da República de Weimar, não poucos dos ativistas nazistas posteriores tiveram experiências comunista-socialistas.”(Como citado em “Hitler’s People’s State”, Götz Aly)

György Lukács(filósofo marxista húngaro): ”Eu testemunhei a ascensão do fascismo na Alemanha e sei muito bem que muitos jovens na época aderiram ao fascismo devido a uma indignação sincera no sistema capitalista.” (György Lukács in Conversations with Lukács, 1975)

Thomas Childers (historiador americano da Segunda Guerra Mundial): ”Os nazistas não eram conservadores. Eles eram radicais, revolucionários e os conservadores na Alemanha entendiam isso.”(Thomas Childers, “Lecture 5: The Nazi Breakthrough.”. Uma série de palestras sobre História do Império de Hitler, 2ª ed, publicada pela The Teaching Company, Chantilly)

Walter Williams(economista americano): ”Em primeiro lugar, o nazismo é, por definição, uma versão do socialismo. Na verdade, o termo “Nazista” é uma abreviatura para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.”(Trecho do artigo Socialists, Communists and Nazis- why the difference in treatment?, Walter Williams)

John Toland (historiador britânico e biógrafo de Hitler): ”O socialismo de Hitler era seu e subordinado aos seus objetivos secretos. Seu conceito de economia organizada estava próximo do genuíno socialismo, mas ele seria socialista apenas enquanto servisse ao objetivo maior”(Adolf Hitler: The Definitive Biography, John Toland)

Otto Rühle(teórico marxista alemão): ”É preciso colocar a Rússia na primeira linha dos novos Estados totalitários. Ela foi a primeira a adotar o novo princípio de Estado. Foi ela que levou mais longe a sua aplicação. Foi a primeira a estabelecer uma ditadura constitucional, com o sistema de terror político e administrativo que o acompanha. Adotando todas as características do Estado totalitário, tornou-se assim o modelo para todos os países constrangidos a renunciar ao sistema democrático para se voltarem para a ditadura. A Rússia serviu de exemplo ao fascismo. Não se trata absolutamente de um acidente nem de uma brincadeira de mau gosto da história. A semelhança de sistemas, longe de ser apenas aparente, é aqui real. Tudo mostra que enfrentamos expressões e consequências de princípios idênticos aplicados a níveis diferentes de desenvolvimento histórico e político. Que isso agrade ou não aos partidos “comunistas”, o facto é que o Estado, como a maneira de governar na Rússia, em nada difere da Itália e da Alemanha. Eles são fundamentalmente semelhantes. Pode-se falar de um “Estado soviético” vermelho, negro ou castanho, assim como de um fascismo vermelho, negro ou castanho.”(Como citado em ”A Luta Contra o Fascismo Começa Pela Luta Contra o Bolchevismo”, Living Marxism, Vol. 4, n.º 8 – Setembro de 1939, Otto Rühle)

L. K. Samuels(escritor e economista americano): ”As diferenças entre o nacional-socialismo e o bolchevismo são superficiais; eles não eram opostos, eram concorrentes. Mas os nazistas temiam um estado comunista controlado pelos trabalhadores. Tal sistema político era visto como caótico desde que o estágio final do marxismo levou ao desaparecimento do estado. Essa ideia horrorizou os socialistas nacionais. Para eles, o socialismo dirigido pelo Estado deveria ser moldado com especificações precisas e administrado através de uma hierarquia altamente organizada, não por alguma comunidade de pessoas ilusória que parecesse ter pouca estrutura ou futuro.”(Hitler and Mussolini: History’s Dirty Little Secret, L. K. Samuels)

François Furet(historiador francês): ”Em muitos discursos trovejantes, Hitler expressou seu respeito, se não admiração pelo comunismo stalinista e seu líder.”(Trecho do livro Passing of an Illusion: The Idea of Communism in the Twentieth Century, François Furet)

Ludwing Von Mises(economista austríaco): ”Os proprietários dos meios de produção eram chamados de dirigentes comerciais, ou ‘Betriebsführer’. O governo dizia a estes supostos empreendedores o que produzir, como produzir, em quais quantidades e a que preços. O governo também determinava de quem eles deveriam comprar, a quais preços e a quem poderiam vender. O governo decretava os salários que deveriam ser pagos para cada trabalhador. E determinava também para quem e sob quais condições o capitalista deveria investir seus fundos. As transações de mercado não eram genuínas; eram apenas um fingimento, uma simulação. E, dado que todos os preços, salários e taxas de juros eram estipulados pelas autoridades, eram preços, salários e juros apenas na aparência. Com efeito, eram termos meramente quantitativos em meio a um ordenamento autoritário que determinava a renda, o consumo e o padrão de vida de cada indivíduo. Era a autoridade, e não os consumidores, quem comandava a produção. O comitê central de gerenciamento da produção era supremo. Todos os cidadãos se transformaram em meros funcionários públicos. Isso nada mais é do que um arranjo socialista camuflado sob uma aparência externa de capitalismo. Alguns termos que remetiam a uma economia capitalista foram mantidos, mas seu significado era totalmente diferente daquele de uma genuína economia de mercado.”(Planned Chaos, Ludwing Von Mises)

George Reisman(economista americano): ”A propriedade governamental  ‘de fato’ dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence. Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo “de fato” na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazista aumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.”(Why Nazism Was Socialism and Why Socialism Is Totalitarian)

Günter Reimann(especialista em finanças e editor da International Reports): “Devo confessar que, como a maioria dos empresários alemães, acho que hoje temem tanto o nacional-socialismo quanto o comunismo em 1932. Mas há uma distinção. Em 1932, o medo do comunismo era um fantasma; hoje o nacional-socialismo é uma realidade terrível. Amigos de negócios meus estão convencidos de que será a vez dos ‘judeus brancos’ (o que significa nós, homens de negócios arianos) depois que os judeus foram expropriados … A diferença entre isso e o sistema russo é muito menor do que você pensa, apesar da fato de que ainda somos empresários independentes.”(Letter from a german businessman, pg. 6, The Vampire Economy: Doing Business Under Fascism)

Hannah Arendt(eminente filosofa judia alemã): ”Os nazistas, cujo instinto era infalível para discernir essas diferenças, costumavam comentar com desprezo as falhas de seus aliados fascistas, ao passo que a genuína admiração que nutriam pelo regime bolchevista da Rússia (e pelo Partido Comunista da Alemanha) só era igualada e refreada por seu desprezo em relação às raças da Europa oriental. O único homem pelo qual Hitler sentia “respeito incondicional” era ‘Stálin, o gênio’, e, embora no caso de Stálin e do regime soviético não possamos dispor (e provavelmente nunca venhamos a ter) a riqueza de documentos que encontramos na Alemanha nazista, sabemos, desde o discurso de Khrushchev perante o Vigésimo Congresso do Partido Comunista, que também Stálin só confiava num homem, e que esse homem era Hitler.”(Como citado em The Origins of Totalitarism, Hannah Arendt)

Joaquim Fest(historiador alemão e biógrafo de Hitler): ”Adolf Hitler era um esquerdista? Há boas razões para acreditar que o nacional-socialismo é politicamente mais à esquerda do que à direita. Em todo caso, ele tinha mais em comum com o totalitarismo de Stalin em seu tempo do que com o fascismo de Mussolini.”(Como citado no artigo de Fest ”War Adolf Hitler ein Linker?”)

Jhon Lukacs(historiador inglês): ”Hitler era naturalmente, um nacional-socialista. Dois dois adjetivos, o primeiro era mais importante, e decisivo, do que o segundo. Mas ela era inimigo do capitalismo internacional e também do socialismo internacional. Na verdade, apreciava mais os comunistas e mesmo certos socialistas do que os capitalistas e os reacionários.”(Como citado em The Hitler of History, Jhon Lukacs)

Richard Overy(historiador inglês): ”Stalin e Hitler eram anti-capitalistas. Nenhum deles aceitava o irrestrito individualismo econômico, o livre mercado e a motivação de lucro que definiam o sistema capitalista contemporâneo. Os dois, de diferentes pontos de observação, reconheceram a necessidade de substituir a era da economia liberal ou burguesa por uma nova ordem econômica.”(Como citado em The Ditcators, Richard Overy)

Thomas Weber(historiador alemão): ”Quando [Friedrich] Krohn e Hitler se conheceram na época em que Hitler compareceu pela primeira vez a uma reunião do que viria a ser o Partido Nazista, Hitler disse que ele favorecia um ‘socialismo’ que tomava a forma de uma ‘social-democracia nacional’, leal ao Estado, não muito diferente da Escandinávia, da Inglaterra e da Baviera antes da guerra.”(Becoming Hitler: The Making of a Nazi, Thomas Weber)

Richard Pipes(historiador polonês e sovietólogo): ”Os nazistas apelaram para as tradições socialistas do trabalho alemão, declarando o trabalhador ‘um pilar da comunidade’, e os ‘burgueses’ – junto com a aristocracia tradicional – uma classe condenada. Hitler, que disse aos associados que ele era um ‘socialista’, fez o partido adotar a bandeira vermelha e, ao chegar ao poder, declarou 1 de maio feriado nacional: membros do Partido Nazista foram ordenados a se dirigirem como ‘camaradas’ (Genossen) . Sua concepção do partido era, como a de Lenin, a de uma organização militante, um Kampfbund , ou ‘Liga de Combate’… Seu objetivo final era uma sociedade em que as classes tradicionais seriam abolidas e o status obtido pelo heroísmo pessoal.”(Como citado em Russia under the Bolshevik Regime, Richard Pipes)

Joshua Muravchik(autor americano): ”De longe a maior de todas as catástrofes a acontecer aos judeus, pelo menos desde a destruição romana de Jerusalém e do Segundo Templo, foi o Nacional-Socialismo, um nazismo. Essa foi uma mutação estranha e bizarra do socialismo, mas uma forma de socialismo, no entanto. O modelo de um partido messiânico, ateísta e revolucionário identificando a salvação da humanidade com a sua própria conquista de poder e combinando a participação eleitoral com a violência nas ruas, foi concebido por Lênin, conscientemente imitado na Itália por Mussolini e depois retomado por Hitler, copiado de ambos.”(Socialism and the Jews: A Brief History, Joshua Muravchik)

Cipriano P. Blamires (estudioso do fascismo): ”Uma série de características do bolchevismo e do nazi-fascismo mostram semelhanças impressionantes, incluindo a sua ação revolucionária e teorias da nação proletária, princípios de liderança, ditadura de partido único e exércitos partidários. Hitler reconheceu publicamente sua dívida com os bolcheviques quando, por exemplo, propôs tornar Munique ‘a Moscou do nosso movimento’.”(Como citado em Cyprian P. Blamires, editor, World Fascism: A Historical Encyclopedia, Volume 1)

Theodore Abel(sociólogo americano): “Eu me perguntava por que o socialismo precisava estar amarrado ao internacionalismo — por que ele não poderia funcionar tão bem, ou até melhor, combinado com o nacionalismo?.”(Trecho do livro Why Hitler Came intro Power de Theodore Abel, que reúne depoimentos da velha guarda do Partido Nazista)

David Ramsay Steele(autor): “No poder, as verdadeiras instituições do fascismo e do comunismo tendiam a convergir. Na prática, os regimes fascista e nacional-socialista tendiam cada vez mais a se conformar ao que Mises chamava de ‘padrão alemão do socialismo'(The Mistery of Fascism, David Ramsay Steele).

George Orwell (renomado escritor inglês): ”O fascismo, de qualquer modo, a versão alemã, é uma forma de capitalismo que empresta do socialismo exatamente características que o tornarão eficiente para fins de guerra. Internamente, a Alemanha tem muito em comum com um estado socialista. A propriedade nunca foi abolida, ainda existem capitalistas e trabalhadores, e – este é o ponto importante, e a verdadeira razão pela qual os homens ricos em todo o mundo tendem a simpatizar com o fascismo – em geral as mesmas pessoas são capitalistas e as mesmas pessoas trabalhadores como antes da revolução nazista. Mas, ao mesmo tempo, o Estado, que é simplesmente o Partido Nazista, está no controle de tudo. Controla investimentos, matérias-primas, taxas de juros, horas de trabalho, salários. O proprietário da fábrica ainda é dono de sua fábrica, mas ele é, para fins práticos, reduzido ao status de gerente. Todo mundo é de fato um funcionário do Estado, embora os salários variem muito. A eficiência de tal sistema, a eliminação de resíduos e obstrução, é óbvia. Em sete anos, construiu a mais poderosa máquina de guerra que o mundo já viu.”(The Lion and the Unicorn: Socialism and the English Genius, George Orwell)

A. James Gregor (cientista político americano especialista em fascismo): ”No final da década de 1920 e início da década de 1930, Stálin criara um regime que abandonara todos os princípios que supostamente tipificavam as aspirações de esquerda e se entregara às noções de “socialismo num só país” – com todos os presentes. atributos: nacionalismo, o princípio da liderança, anti-liberalismo, anti-individualismo, comunitarismo, regra hierárquica, zelo missionário, o emprego da violência para assegurar o propósito nacional e anti-semitismo – tornando a União Soviética inequivocamente uma ‘prima’ para o nacional socialismo alemão.”(The Faces of Janus: Marxism and Fascism in the Twentieth Century, A. James Gregor)

Stanley G. Payne (historiador espanhol especialista em fascismo): ”Algumas das semelhanças e paralelos incluem: Reconhecimento freqüente por Hitler e vários líderes nazistas (e também Mussolini) de que suas únicas contrapartes revolucionárias e ideológicas seriam encontradas na União Soviética. . . [e a] adoção da teoria da nação-proletária, que Lênin adotou apenas depois de ter sido introduzida na Itália. . . O nacional-socialismo hitleriano está mais próximo do comunismo russo do que qualquer outro sistema não-comunista.”(A History of Fascism, 1914-1945, Stanley G. Payne)

Jean François Revel(escritor e pensador francês): “Se toda a tradição socialista desde o século XIX preconizava métodos que seriam mais tarde empregados por Hitler, assim como Lênin, Stálin e Mao, a recíproca é verdadeira: Hitler sempre se considerou um socialista. Explica a Otto Wagener que suas desavenças com os comunistas ‘são menos ideológicas do que táticas’. O problema dos políticos de Weimar, declara então ao mesmo Wagener, ‘é que nunca leram Marx’. Ele prefere os comunistas aos enfadonhos reformistas da socialdemocracia.” (La grande Parade, Jean François Revel)

Rainer Zitelmann (historiador alemão especialista em nazismo): “Não pela última vez, os nacional-socialistas estavam atendendo a exigências pelas quais o movimento operário estivera lutando por longo tempo, e em vão. (…) É indiscutível que, em vários assuntos sociais, o nacional-socialismo realizou notáveis progressos, como, por exemplo, no melhoramento da proteção aos jovens, a outros, e à seguridade social.”(Zitelmann Soziale Zielsetzungen und revolutionäre Motive in Hitler Weltanschauung als Forschungsdesiderat)

Erik von Kuehnelt-Leddihn(intelectual austríaco): ”[Hitler é] uma verdadeira reductio ad absurdum do pensamento “progressista.”(Menace of the Herd, ou Procrustes at Large, Erik von Kuehnelt-Leddihn, 1943)

George Watson(professor de literatura inglesa):”Fica claro agora, para além de qualquer dúvida, de que Hitler e seus correligionários acreditavam que eles eram socialistas, e que outros, incluindo socialistas democráticos, também pensavam assim.”(The Lost Literature of Socialism, George Watson)

Harold Nicolson(diplomata britânico): [O fascismo]”é certamente uma experiência socialista na medida que destrói a individualidade”(The Harold Nicolson Diaries 1907-1964).

John T. Flynn(jornalista americano): “A linha entre o fascismo e o socialismo fabiano é muito pequena. O socialismo fabiano é o sonho. O fascismo é o socialismo fabiano mais o ditador inevitável.”(The Road Ahead: America’s Creeping Revolution, The Devin-Adair Company, 1949, John T. Flynn)

Konrad Heiden(historiador e um dos primeiros biógrafos de Hitler): “Rohm cunhou o slogan de que deve haver uma ‘segunda revolução’, desta vez, não contra a esquerda, mas contra a direita. Em seu diário, Goebbels concordou com ele. Em 18 de abril, ele afirmou que esta segunda revolução estava sendo discutida ’em todos os lugares entre as pessoas’, na realidade, ele disse, isso significava apenas que a primeira ainda não havia terminado. “Agora, em breve teremos que nos conformar com a reação. A revolução não deve parar em nenhum lugar.”(Der Fuehrer, Hitler’s Rise to Power, Konrad Heiden, 1944)

Paul Mattick (ativista e sindicalista teuto-estadunidense): ”De facto, o ‘programa de socialização’ que os sociais-democratas jamais ousaram pôr em prática enquanto detiveram o poder, foi em grande parte realizado pelos fascistas. Do mesmo modo que as reivindicações da burguesia alemã não foram satisfeitas em 1848 mas só depois, pela contra-revolução que se seguiria, assim o programa da social-democracia só foi levado a cabo por Hitler. Foi, na verdade, graças a este, e não à social-democracia, que velhas aspirações socialistas, tais como o Anschluss da Áustria e o controle estatal da indústria e bancos, deveria entrar na ordem dos factos. Foi Hitler, e não a social-democracia, quem proclamou feriado o 1.º de Maio. E de um modo mais geral basta comparar o que os socialistas diziam querer, mas que nunca fizeram, com a política praticada na Alemanha depois de 1933, para nos apercebermos que Hitler realizou a seu bel-prazer o programa da social-democracia dispensando os seus serviços.”(Karl Kautsky: de Marx a Hitler, 1939)

Benito Mussolini (ditador fascista italiano): ”Há muito do prussianismo no socialismo alemão. Minha impressão é que isso explica por que os socialistas alemães são tão disciplinados.”(Como citado em Talks with Mussolini, Emil Ludwig , Boston, MA, Little, Brown e Company, 1933, p. 162, entrevista realizada entre 23 de março e 4 de abril de 1932)

Os diversos materiais que apareceram posteriormente enriqueceram e aprofundaram o conhecimento sobre o caráter revolucionário e socialista das idéias de Hitler, que este sempre enfatizou tanto em discursos públicos, quanto em conversas privadas com seus confidentes mais próximos e colegas de seus primeiros anos de militância dentro do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Amigos íntimos de Hitler, como Albert Speer, publicaram as suas memórias; as conversas privadas que Hitler teve durante o período da guerra se transformaram em livros; revelações como as conversas políticas que o membro do Partido Nazista Hermann Rauschning teve com Hitler foram confirmadas por pesquisas minuciosas; e diários de nazistas como o do consultor econômico de Hitler, Otto Wagener, e de seu conhecido ministro de propaganda, Joseph Goebbels, igualmente se transformaram em livros. Lendo esses materiais, fica claro, sem sombras de dúvidas, que Hitler e seus aliados se consideravam não apenas nacionalistas mas também socialistas convictos, e que não eram apenas ”oportunistas ideológicos”.

Adolf Hitler: ”Nós escolhemos nos chamar de Nacional Socialistas. Nós não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Exigimos o cumprimento das justas reivindicações das classes produtivas pelo Estado com base na raça e solidariedade. Para nós, estado e raça são um.” (Como citado na entrevista de Hitler ao jornal The Guardian editada pelo escritor e poeta alemão George Sylvester datada de 1923)

Adolf Hitler:”Se somos socialistas, então devemos definitivamente ser anti-semitas. Como, sendo um socialista, você pode não ser um anti-semita?.”(Trecho de um discurso de Hitler proferido em Munique durante a reunião do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães em 1920)

Adolf Hitler:“O socialismo é uma antiga instituição ariana, germânica. Nossos ancestrais alemães mantinham certas terras em comum. Eles cultivavam a ideia do bem comum. O marxismo não tem o direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, ao contrário do marxismo, não repudia a propriedade privada. O marxismo não envolve negação da personalidade e, ao contrário do marxismo, é patriótico.” (Como citado na entrevista de Hitler ao jornal The Guardian editada pelo escritor e poeta alemão George Sylvester datada de 1923)

Adolf Hitler: ”Mas esse é precisamente o problema que resolvemos resolver: converter o Volk alemão ao socialismo sem simplesmente matar os antigos individualistas, sem destruir a propriedade e os valores.”(Como citado em Hitler: Memoirs of a Confidante de Otto Wagener)

Adolf Hitler:”Em nosso movimento, os dois extremos se juntam: os comunistas da esquerda e os oficiais e estudantes da direita. Esses dois sempre foram os elementos mais ativos, e foi o maior crime que eles se opuseram nas brigas de rua … Nosso partido já conseguiu unir esses dois extremos nas fileiras de nossas tropas de assalto. Eles formarão o núcleo do grande movimento de libertação alemão, no qual todos sem distinção permanecerão juntos quando chegar o dia de dizer: A Nação surge, a tempestade está se quebrando!.”(Como citado em Der Fuehrer: Hitler’s Rise to Power, Konrad Heiden)

Adolf Hitler: “Agora que terminou a era do individualismo, nossa tarefa é encontrar o caminho que leva do individualismo ao socialismo sem revolução.”(Como citado em Hitler Memoirs of a Confidant, Otto Wagener)

Adolf Hitler: “Não é a Alemanha que se tornará bolchevique, mas o bolchevismo, que se tornará uma espécie de nacional-socialismo. Além disso, há mais que nos liga ao bolchevismo do que nos separa dele. Eu sempre levei em conta essa circunstância e dei ordens para que ex-comunistas fossem admitidos ao partido de uma só vez. O social-democrata pequeno- burguês e o chefe sindical nunca farão um nacional-socialista, mas o comunista sempre… O nosso espírito é tão forte, e o poder do nosso magnífico movimento para transformar almas tão elementares, que os homens são remodelado contra a sua vontade … Uma revolução social me emprestaria poderes novos e insuspeitados. Não temo a permeação pela propaganda comunista revolucionária.”(Como citado em The Voice of Destruction: Conversation whit Hitler, Hermann Rauschning)

Adolf Hitler: “O partido assume a função do que tem sido á sociedade – é isso que eu queria que eles entendessem. O partido é abrangente. Ele governa nossas vidas em toda a sua amplitude e profundidade. Devemos, portanto, desenvolver ramos do partido em que toda a vida individual seja refletida. Cada atividade e cada necessidade do indivíduo serão reguladas pela parte como representante do bem geral. Não haverá licença, nem espaço livre, em que o indivíduo pertença a si mesmo. Isso é socialismo – não tão triviais quanto a posse privada dos meios de produção. De que importância é que, se eu mantenho os homens firmemente dentro de uma disciplina, eles não podem escapar? Deixem que eles possuam terra ou fábricas o quanto quiserem. O fator decisivo é que o Estado, através do partido, é supremo sobre eles, independentemente de serem proprietários ou trabalhadores. Tudo isso, você vê, não é essencial. Nosso socialismo vai muito mais fundo. Não altera as condições externas; não, estabelece a relação do indivíduo com o Estado, a comunidade nacional. Ele faz isso com a ajuda de uma das partes, ou talvez eu deva dizer de uma ordem.”(Como citado em Hitler Speaks: A Series of Political Conversations with Adolf Hitler on His Real Aims, Hermann Rausching)

Adolf Hitler: “O que o marxismo, o leninismo e o stalinismo não conseguiram realizar estaremos em condições de alcançar.”(Como citado em Hitler Memoirs of a Confidant, Otto Wagener)

Adolf Hitler: “Por que precisamos nos preocupar em socializar bancos e fábricas? Nós socializamos os seres humanos.”(Como citado em Hitler Speaks: A Series of Political Conversations whit Adolf Hitler on His Real Aims, Hermann Rausching)

Adolf Hitler: ”Admito também que não devemos enterrar completamente as nossas cabeças na areia diante das forças do mundo que tentarão defender o liberalismo e o individualismo. Pois eles também fizeram uma religião desses conceitos. Enquanto apenas aqueles com interesse no liberalismo econômico estiverem à frente das democracias autoritárias – que na verdade não são democracias de fato – e em nações dominadas pelo capitalismo – onde a palavra democracia é derivada, não de demos, o povo, mas do daemono diabo: até então, eles vão guerrear contra o socialismo; e quando não há outra escolha, eles levarão seus povos e sua juventude para o bloco de matança por causa de seu poder econômico, por suas sacolas de dinheiro, por mamona básica. E o povo será estúpido o suficiente e será suficientemente estúpido para ir à guerra acreditando que estão lutando pela pátria. Mas eles estão lutando apenas para manter a dominação do capital sobre o trabalho e pelos juros pagos sobre esse capital.”(Como citado em Hitler: Memoirs of a Confidant, de Otto Wagener)

Adolf Hitler: ”Em outras palavras: temos um programa econômico. O ponto n° 13 desse programa exige a nacionalização de todas as empresas públicas, ou seja, a socialização, ou o que é conhecido aqui como socialismo . … O princípio básico do programa econômico do meu Partido deve ser perfeitamente claro e esse é o princípio da autoridade… o bem da comunidade tem prioridade sobre o do indivíduo. Mas o Estado deve manter o controle; todo dono deve sentir-se um agente do Estado; É seu dever não abusar de suas posses em detrimento do Estado ou dos interesses de seus compatriotas. Esse é o ponto primordial. O Terceiro Reich sempre reterá o direito de controlar os proprietários. Se você diz que a burguesia está se debruçando sobre a questão da propriedade privada , isso não me afeta em nada. A burguesia espera alguma consideração de mim? … A burguesia de hoje está podre até o âmago; não tem mais ideais; tudo o que ele quer fazer é ganhar dinheiro e, assim, me faz o dano que pode. A imprensa burguesa também me prejudica e gostaria de consignar a mim e ao meu movimento ao diabo.”(Como citado na entrevista de Hitler á Richard Breiting, em 4 de maio de 1931, publicada sob o título Unmasked: Two Cofidencial Interviews with Hitler, in 1931)

Adolf Hitler: “Em 1919-20 e também em 1921, eu assisti a alguns das reuniões dos burgueses (capitalistas). Invariavelmente, eu tive o mesmo sentimento em relação a estes como para a dose obrigatória de óleo de mamona em meus dias de infância… E por isso não é de estranhar que as massas sãs e imaculadas devem fugir desses comícios burgueses como o diabo foge da água benta.”(Como citado em Mein Kempf, Vol. 2, Capítulo VII)

Adolf Hitler: ”Eu sou um socialista e um tipo muito diferente de socialista de seu amigo rico, Conde Reventlow. Eu já fui um trabalhador comum … Mas o seu tipo de socialismo não é nada além do marxismo.”(Como citado em Hitler and I, Otto Strasser, 1940)

Adolf Hitler: ”A política econômica da Alemanha é conduzida exclusivamente de acordo com os interesses do povo alemão. Sob esse aspecto, sou um socialista fanático, alguém que tem em mente os interesses de todo o seu povo. Eu não sou escravo de alguns sindicatos bancários internacionais. Eu não tenho nenhuma obrigação com nenhum grupo capitalista. Eu saltei do povo alemão. Meu movimento, nosso movimento, é um movimento do povo alemão, e é apenas para esse povo alemão que somos obrigados.”(Adolf Hitler Speech by Chancellor Hitler to the Nazi Party in Munich, February, 1941)

Adolf Hitler: ”Meu socialismo não é a mesma coisa que o marxismo. Meu socialismo não é guerra de classes, mas ordem. Quem imagina o socialismo como uma revolta e demagogia em massa não é um nacional-socialista. A revolução não é um jogo para as massas. Revolução é trabalho duro.” (Como citado em The Voice of Destruticion, Hermann Rauschning)

Adolf Hitler: ”O socialismo nacional é a determinação de criar um novo homem. Não haverá mais qualquer vontade arbitrária individual, nem reinos em que o indivíduo pertence a si mesmo. O tempo da felicidade como um assunto privado acabou.”(Como citado em Hitler, Joaquim Fest, 1974)

Adolf Hitler: ”Eu, por outro lado, tentei por duas décadas construir uma nova ordem socialista na Alemanha, com um mínimo de interferência e sem prejudicar nossa capacidade produtiva”(Como citado em  Adolf Hitler: Order of the Day Calling for Invasion of Yugoslovia and Greece, April 6, 1941)
Adolf Hitler: ”Mas nós, nacional-socialistas, queremos precisamente atrair todos os socialistas, até mesmo os comunistas; queremos conquistá-los do seu acampamento internacional para o nacional.”(Como citado em Hitler Memoirs of a Confidant, Otto Wagener, 1978)

Adolf Hitler: ”Nesses países, é realmente o capital que governa; isto é, nada mais do que um bando de algumas centenas de homens que possuem uma riqueza incalculável e, como conseqüência da estrutura peculiar de sua vida nacional, são mais ou menos independentes e livres. Eles dizem: ‘Aqui temos liberdade’. Com isso, eles significam, acima de tudo, uma economia descontrolada e, por uma economia descontrolada, a liberdade não apenas de adquirir capital, mas de fazer uso absolutamente livre dele. Isso significa liberdade do controle ou controle nacional pelo povo, tanto na aquisição de capital quanto no seu emprego. Isto é realmente o que eles querem dizer quando falam de liberdade. Esses capitalistas criam sua própria imprensa e depois falam da “liberdade de imprensa”. Na realidade, cada um dos jornais tem um mestre e, em todos os casos, esse mestre é o capitalista, o proprietário. Este mestre, não o editor, é quem dirige a política do papel. Se o editor tentar escrever algo diferente do que é adequado ao mestre, ele será demitido no dia seguinte. Esta imprensa, que é a escrava absolutamente submissa e sem caráter dos proprietários, molda a opinião pública.”(Como citado em Adolf Hitler’s Speech to the Workers of Berlin, 10 December 1940)

Adolf Hitler: ”A Revolução que fizemos não é uma revolução nacional, mas uma Revolução Nacional- Socialista. Nós até mesmo sublinhamos esta última palavra, ‘Socialista’.(Como citado pelo ex primeiro-ministro inglês Wiston Churchill, no Vol. 1 de sua obra A Segunda Guerra Mundial, 1948)

Lideranças do partido nazista nunca esconderam sua admiração pelo modelo de estado bolchevique-russo e por seu feroz instinto revolucionário e anti-capitalista.

New York Times, edicação de 28 de novembro de 1925:”O Partido Nacional-Trabalhista-Socialista, do qual Adolf Hitler é patrono e pai, persiste em acreditar que Lênin e Hitler podem ser comparados ou contrastados em uma reunião do partido. Duas semanas atrás, uma tentativa de discussão sobre esse assunto levou a uma morte, sessenta feridos e US $ 5.000 a danos em copos de cerveja, mesas, cadeiras, janelas e lustres em Chemnitz. Ontem à noite, o Dr. Göbbels tentou o experimento em Berlim e apenas a intervenção policial impediu a repetição do caso de Chemnitz. Segundo a afirmação do alto-falante de que Lênin era o maior homem, perdendo apenas para Hitler, e de que a diferença entre o comunismo e a fé de Hitler era muito pequena, uma guerra de facções foi aberta com copos de cerveja zunindo. Quando esse tipo de munição foi esgotado, uma luta livre na qual punhos e facas desempenharam papéis importantes foi aproveitada. Mais tarde, uma gangue marchou para os escritórios do jornal socialista Vorwärts e quebrou janelas de vidro laminado. A polícia fez dezenove prisões.”(Como citado em Hitlertine Riot in Berlin; Beer Glasses Fly When Speaker Compares Hitler and Lenin, New York Times, November 28, 1925, p.4)

No livro do simpatizante nazista inglês Douglas Reed, ”Nemesis: The Story of Gregor Strasser”(1940) é enfocado um episódio muitas vezes pouco mencionada sobre a vida de Hitler no ano de 1918. Aparentemente, Gregor Strasser e possivelmente outros nacional-socialistas acreditavam que Hitler, enquanto em Munique após o fim da Primeira Guerra em 1918 e a Revolução de Novembro na Alemanha, pelo menos por um período de meses depois que ele saiu do hospital de veteranos de guerra, serviu em uma “Unidade Vermelha” controlada pela República Soviética da Baviera. Tal episódio também foi mencionado no livro de Konrad Heiden, ”Hitler: A Biography”(1936), e também no livro do historiador Patrick Delaforce, ‘‘The Archive of Hitler’‘(2010).

Logo depois do armistício de 11 de novembro de 1918, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, o cabo Adolf Hitler deixou o hospital e retornou a Munique. Lá, ficou fascinado por um jornalista judeu e fanático socialista, Kurt Eisner (1867-1919), que era também crítico teatral da cidade. Kurt Eisner organizou uma revolução que proclamou a Baviera um estado livre da monarquia alemã em 1918. Como membro da 7ª Companhia do 1º Batalhão de Reserva do 2º Regimento de Infantaria da Baviera, Hitler foi nomeado Vertrauensmann (representante). Entre outras funções, ele deveria ajudar o departamento de propaganda do revolucionário Partido Social-Democrata Independente da Alemanha. Em 13 de abril, os soldados dos conselhos de Munique realizaram uma eleição para assegurar que sua guarnição se mantivesse leal à nova república comunista da Bavieira. Como vice-presidente do batalhão, de acordo com os livros de Reed, Heiden e Delaforce, o cabo Hitler era um dos defensores da república socialista da Bavieira durante sua breve existência, e muitos de seus amigos também apoiavam a instauração. 

O político Bávaro do Partido Social-Democrata alemão(Sozialdemokratische Partei Deutschlands-SPD), Erhard Auer alegou que Hitler tinha simpatias pelo SPD durante o inverno e a primavera de 1919, durante a vigência da República soviética da Baviera. Em um artigo de 1923 que escreveu para o jornal social-democrata Münchener Post, Auer afirmou que Hitler, devido a suas crenças, era considerado um socialista majoritário [Mehrheitssozialist] nos círculos do Departamento de Propaganda do SPD e afirmou ser um, como tantos outros. A história é contada no livro do historiador alemão Thomas Weber, ”Becoming Hitler: The Making of a Nazi, Basic Books”(2017. ver página 65). Kornad Heiden também havia relatado á época que Hitler havia apoiado o SDP e até falado sobre juntar-se ao partido. Em 3 de maio de 1919, a revolução foi massacrada e dissipada, e seus líderes presos ou executados, incluindo Eisner. 

No filme sobrevivente registrando o funeral de Eisner, vemos Hitler com alguns homens de sua unidade andando atrás do caixão de Eisner no cortejo fúnebre do líder da República bávara soviética. Nós vemos claramente Hitler usando duas braçadeiras: uma faixa preta para lamentar a morte de Eisner e a outra uma braçadeira vermelha na cor da revolução socialista. 

”Em Munique, na época da República Soviética, ele [Hitler] intercedeu junto aos seus camaradas em nome do governo social-democrata e, em discussões acaloradas, defendeu a causa da social-democracia contra a dos comunistas.”(Como citado em Hitler: A Biography, de Konrad Heiden, pg.54) 

”Quaisquer que fossem seus pensamentos e intenções, Hitler agora deveria servir como representante de sua unidade dentro do novo regime soviético. Por sua disposição de concorrer ao cargo de Bataillons-Rat, ele se tornara uma peça ainda mais significativa na máquina do socialismo do que antes. As ações de Hitler ajudaram a sustentar a república soviética.”(Como citado em Becoming Hitler: The Making of a Nazi, Thomas Weber, pg 49-50)

Adolf Hitler: ”Todo mundo já foi uma vez social-democrata.”(Como citado em Hitler: Sämtliche Aufzeichnungen 1905-1924, Eberhard Jäckel and Axel Kuhn, 1980)

Em relação ao marxismo, mesmo que Hitler nunca tenha se assumido como marxista e tenha frisado em várias ocasiões que seu nacional-socialismo alemão não deveria ser confundido com a teoria marxista do socialismo, admitiu, em algumas ocasiões, que lera as obras de Marx, e que até mesmo se inspirou nos métodos de luta política dos partidos marxistas, tomando-os como modelo para seu partido nacional-socialista.

Disse ele a Hermann Hauschining: ”Aprendi muito com o marxismo como não hesito em admitir… A diferença entre [os marxistas] e eu mesmo é que realmente pus em prática o que esses vendedores ambulantes e tinteiros começaram timidamente. Todo o Nacional Socialismo é baseado nisso. Olhe para os clubes esportivos dos trabalhadores, as células industriais, as manifestações em massa, os folhetos de propaganda escritos especialmente para a compreensão das massas: todos esses novos métodos de luta política são essencialmente de origem marxista. Tudo o que eu tive que fazer é assumir esses métodos e adaptá-los ao nosso propósito.”(Como citado em Hitler Speaks, Hermann Raushning)

Quando entrevistado por Richard Breiting em 1931, disse Hitler: “Quando eu era um trabalhador, eu me ocupava com literatura socialista ou, se preferir, marxista”(Como citado em Unmasked: Two Confidential Interviews with Hitler in 1931).

Adolf Hitler: ”O nacional-socialismo toma para si a idéia pura de cada um desses dois campos. Do campo da tradição burguesa, é preciso a determinação nacional e, a partir do materialismo do dogma marxista vivo, o socialismo criativo. Volksgemeinschaft: isso significa uma comunidade de todo trabalho produtivo, que significa a unidade de todos os interesses vitais, que significa superar o privatismo burguês e as massas sindicalizadas, mecanicamente organizadas, que significa equiparar incondicionalmente o destino individual e a nação, o indivíduo e o Volk”.(Como citado em Adolf Hitler – entrevista para o escritor Hanns Johst em 1934 sobre o conceito do ‘Bürger’-burguesia- publicado no “Frankfurter Volksblatt“)

Hitler reconheceu também seu débito para com o anti-semitismo presente no pensamento de Marx, exposto sobretudo em sua famosa obra ”Sobre a Questão Judaica”(1843), que também serviu de base para a ideologia anti-semita dos nacional-socialistas alemães, como o próprio Hitler admitiu.

Karl Marx: “Qual é a base profana do judaísmo? Necessidade prática, interesse próprio. Qual é o culto mundano do judeu? Huckstering. Qual é o seu deus mundano? Dinheiro. Muito bem: então, emancipando-se da manufatura e do dinheiro e, portanto, do judaísmo real e prático, nossa época se emanciparia. …Nós discernimos no judaísmo…um elemento antissocial universal… Assim que a sociedade consegue abolir a essência empírica do judaísmo – vangloriando e suas condições- o judeu se torna impossível … A emancipação social do judeu é a emancipação da sociedade do judaísmo”(Karl Marx, “Sobre a questão judaica”, 1843).

Adolf Hitler:“É suficiente que o conhecimento científico do perigo do judaísmo seja gradualmente aprofundado e que cada indivíduo, com base nesse conhecimento, comece a eliminar o judeu dentro de si mesmo, e estou com muito medo de que esse belo pensamento tenha origem em ninguém menos que um judeu [ie, Marx].”(Hitler, citado em Julius Carlebach, Karl Marx and Radical Critique of Judaism , pp. 355-356; veja também Why the Jews?: The Reason for Antisemitism, Dennis Praeger e Telushkin,1983)

Paul Jhonson(historiador britânico): ”O anti-semitismo parece ter feito progressos em um momento em que o tipo determinista de filósofo social usava o princípio da Seleção Natural de Darwin para desenvolver “leis” para explicar as mudanças colossais provocadas pelo industrialismo, a ascensão da megalópole e a alienação de proletários enormes e sem raízes. O cristianismo estava contente com uma figura de ódio solitário para explicar o mal: Satanás. Mas as religiões seculares modernas precisavam de demônios humanos e categorias inteiras deles. O inimigo, para ser plausível, tinha que ser uma classe ou raça inteira. A invenção de Marx da “burguesia” foi a mais abrangente dessas teorias de ódio e continuou a fornecer uma base para todos os movimentos revolucionários paranóicos, seja fascista-nacionalista ou comunista-internacionalista. O anti-semitismo teórico moderno foi um derivado do marxismo.”(Paul Johnson, Modern Times: The World from the Twenties to the Nineties)

Como já dito Hitler e os próprios nazistas afirmaram sua admiração pelo regime bolchevista-stalinista na URSS em diversas ocasiões, até mesmo afirmando que tinham mais admiração para com aqueles do que com seus pares fascistas na Itália. Mesmo que se opusessem a modalidade socialista-marxista-bolchevique na Rússia, durante a Segunda Guerra, os nacional-socialistas alemães reconheceriam que possuíam mais afinidades com os russos bolcheviques do que com os ”Estados burgueses”.

Adolf Hitler: ”Em última análise, existem apenas três grandes estadistas no mundo, Stálin, eu e Mussolini. Mussolini é o mais fraco, pois ele foi incapaz de quebrar o poder da coroa ou da igreja. Stálin e eu somos os únicos que imaginavam o futuro e nada além do futuro. Assim, em poucas semanas estenderei minha mão a Stálin na fronteira comum germano-russa e empreenderá a redistribuição do mundo com ele.”(Discurso de Hitler datado de 22 de agosto de 1939. O texto acima é a versão traduzida da versão em inglês do documento alemão entregue a Louis P. Lochner em Berlim. Apareceu pela primeira vez em What About Germany? de Lochner, no original em alemão Akten zur Deutschen Auswartigen Politik 1918-1945)

Joseph Goebbels: ”{O Duce} não é um revolucionário como o Füher ou Stálin. Está tão preso ao povo italiano que lhe faltam as amplas qualidades de um revolucionário em escala mundial”(Como citado em Goebbels Diaries, 1942-1943).

Joseph Goebbels: ”{Hitler} começou mencionando o fato de que, nesta guerra, a burguesia e os Estados revolucionários se confrontam. Para nós tem sido fácil condenar os Estados burgueses, pois são bastante inferiores a nós em sua educação e atitude. Os países que têm uma ideologia ostentam uma vantagem sobre os Estados burgueses(…) {No leste} encontramos um oponente que também alimenta uma ideologia, embora errada.”(Discurso de Hitler datado de maio de 1943, como citado em Goebbels Diaries)

O mito de que o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães de Hitler representa a ”extrema-direita” na Alemanha é facilmente desmentido quando observamos que os próprios nazistas reconheciam a extrema-direita e as forças reacionárias, representadas pelo Partido Nacional do Povo Alemão, como ”parte do sistema” que eles visavam destruir. Dizia o jurista nazista Gottfried Neeße, em sua obra Partei und Staat(1936): ”Para nós, a frente unida do sistema abrange desde o Partido Nacional do Povo Alemão até os social-democratas. O Partido Comunista é um inimigo fora do sistema. Por isso, quando, nos primeiros meses de 1933, a morte do sistema já estava decretada, ainda nos restava travar uma batalha decisiva contra o Partido Comunista”(Partei und Staat, pg. 76).

Adolf Hitler: ”Nós liquidamos os guerreiros de classe esquerdista, mas, infelizmente, esquecemos de levar o ataque à direita. Esse é o nosso maior pecado de omissão”(Adolf Hitler, 24 de fevereiro de 1945, “Tagung der Reichs- und Gauleiter” , citado por Rainer Zitelmann em “Hitler-Selbstverständnis eines Revolutionärs”, página 457).  

Quando questionado pelo escritor Hanns Johst se fazia parte da ‘‘direita burguesa” Hitler negou afirmando: ”Esta avaliação do trabalho da minha vida deixa espaço para dois erros. Toda a minha energia foi dedicada desde o início à superação da liderança do Estado pelos partidos e, em segundo lugar – embora isso seja lógico e óbvio desde as origens da minha revolta -, nunca devo ser entendido em termos burgueses. Na discussão das partes, ficou evidente que a discussão estava sendo conduzida sob falsas aparições. É errado, você vê, que os partidos burgueses se tornaram os empregadores e os marxistas se autodenominam proles e empregados. Há tantos proletários entre os empregadores quanto elementos burgueses entre os empregados. Os burgueses – supostamente por causa do Vaterland – estão defendendo a propriedade, um valor capitalista. Assim, do ponto de vista marxista, o amor ao país não é burro, mas sim a ganância do capital pelo lucro. Por outro lado, o caráter internacional do marxismo é considerado pela classe média como uma especulação para uma economia mundial na qual há apenas a administração do Estado e não mais uma propriedade privada.”(Como citado em Adolf Hitler – entrevista para o escritor Hanns Johst em 1934 sobre o conceito do ‘Bürger’-burguesia- publicado no “Frankfurter Volksblatt“)

”A bandeira ao alto! As fileiras cerradas! As SA marcham em firme e corajoso passo. Camaradas fuzilados pela Frente Vermelha e os Reacionários, Marcham em espírito nas nossas fileiras”(Trecho da canção Horst-Wessel-Lied, em alemão Die Fahne hoch, hino oficial da SA e do Partido Nazista, cuja letra foi composta pelo militante nazista Horst Wessel).  

Comentando sobre a Guerra Civil Espanhola com um de seus mais próximos confidentes, Albert Speer, que ocupou o cargo de ministro de Armamentos e Produção de Guerra na Alemanha nazista durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial, e que depois da guerra escrevera seu livro de memórias sobre Hitler e a Alemanha Nazista, Hitler dissera até mesmo que simpatizava mais com o ”idealismo” dos revolucionários comunistas espanhóis do que com as forças direitistas e reacionárias reunidas sob a liderança general Francisco Franco.

Disse Hitler a Speer: ”Você sabe minha opinião sobre Franco … Devemos manter esses espanhóis vermelhos em segundo plano … Eles estão perdidos para a democracia, e para aquela tripulação reacionária em volta de Franco também …Eu acredito em você ao pé da letra, Speer, que eles eram pessoas impressionantes. Devo dizer, em geral, que durante a guerra civil o idealismo não estava do lado de Franco; Era para ser encontrado entre os Vermelhos … um dia desses nós poderemos fazer uso deles … A coisa toda vai começar tudo de novo. Mas conosco no lado oposto.”(Como citado na entrada do diário de Albert Speer para 26 de dezembro de 1950, relembrando uma conversa com Hitler em janeiro de 1943, publicada em Spandau: The Secret Diary, 2000, p. 167)

Heinrich Himmler(um dos líderes do partido nazista): “O capitalismo tomou novamente o trono. Não se pergunta pelo homem honesto, mas por quanto dinheiro se tem. Não se pergunta de onde vem o dinheiro, apenas se existe. O capitalismo se lança sobre a maior invenção do homem, a máquina, e com ela escraviza as pessoas. Por essa razão, o povo desenvolve um anseio por liberdade, assim se manifesta o desejo por liberdade na luta de classes dos trabalhadores. A burguesia alemã não entende isso e a luta pelo socialismo se estende até 1918.”(Como citado em Heinrich Himmler: A Biography de Peter Longerich)

Heinrich Himmler: “Os judeus se apossaram do capitalismo e sabem bem como jogar o ‘internacionalismo’ contra os povos na luta pelo estabelecimento de seu poder. O internacionalismo anularia a importância individual dos povos e teria como meta a escravização do trabalhador no mundo inteiro. Só existiria uma saída para evitar esse destino: a união de todos os trabalhadores alemães com base no nacionalismo para instituir um regime socialista. O objetivo é a criação de um partido dos trabalhadores poderoso, nacionalista, socialista e alemão.”(Como citado em Heinrich Himmler: A Biography de Peter Longerich)

Henrich Himmler: “Os anseios dos nazismo e do front-vermelho são os mesmos. O judeu quis adulterar a revolução para o marxismo e este não trouxe a satisfação, razão pela qual não está em questão hoje. Portanto, até hoje há um desejo pelo socialismo.”(Como citado em Heinrich Himmler: A Biography de Peter Longerich)

Hermann Rauschning: ”Será que [Franz von] Papen realmente não viu nada no nacional-socialismo senão seu nacionalismo, poderia ter negligenciado seu “dinamismo” revolucionário, sua energia revolucionária inquieta e ilimitada? Isso é exatamente o que aconteceu … os elementos monarquistas imaginam que eles facilmente colocariam aqueles jovens atraentes em seu lugar. Mas havia outro motivo, o medo das massas e de uma revolução da esquerda, o medo de que as massas nacional-socialistas pudessem ir para a extrema esquerda.”(Como citado em The Revolution of Nihilism: Warning to the West, 1939, Hermann Rauschning)

Joseph Goebbles (membro do Partido Nazista e ministro da propaganda no governo nazista): ”Nós somos socialistas porque vemos no socialismo , isto é, a união de todos os cidadãos, a única chance de manter nossa herança racial e recuperar nossa liberdade política e renovar nosso estado alemão. O socialismo é a doutrina da libertação para a classe trabalhadora. Promove a ascensão da quarta classe e sua incorporação no organismo político de nossa pátria, e está inextricavelmente ligada a romper a atual escravidão e recuperar a liberdade alemã. O socialismo, portanto, não é apenas uma questão da classe oprimida, mas uma questão para todos, libertar o povo alemão da escravidão é o objetivo da política contemporânea. O socialismo só ganha sua verdadeira forma através de uma total fraternidade combativa com as energias de esforço progressivo de um nacionalismo recém-desperto. Sem nacionalismo não é nada, um fantasma, uma mera teoria, um castelo no céu, um livro. Com isso é tudo,o futuro, a liberdade, a pátria!.”(Como citado em Joseph Goebbels e Mjölnir, Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munique: Verlag Frz. Eher, 1932)

Joseph Goebbels: ”Nós somos socialistas porque vemos a questão social como uma questão de necessidade e justiça pela própria existência de um estado para o nosso povo, não uma questão de piedade barata ou sentimentalismo insultuoso. O trabalhador tem uma reivindicação de um padrão de vida que corresponde ao que ele produz . Não temos intenção de implorar por esse direito. Incorporá-lo no organismo estatal não é apenas uma questão crítica para ele, mas para toda a nação. A questão é maior que o dia de oito horas. É uma questão de formar uma nova consciência de estado, isso inclui todo cidadão produtivo. Como os poderes políticos do dia não estão dispostos nem são capazes de criar tal situação, o socialismo deve ser combatido. É um slogan de luta interna e externamente. Ele é dirigido internamente aos partidos burgueses e ao marxismo ao mesmo tempo, porque ambos são inimigos jurados do estado operário que vem. Ele é dirigido ao exterior para todos os poderes que ameaçam nossa existência nacional e, portanto, a possibilidade do próximo estado nacional socialista.”(Como citado em Joseph Goebbels e Mjölnir, Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munique: Verlag Frz. Eher, 1932)

Joseph Goebbels: ”A burguesia está prestes a deixar o palco histórico. Em seu lugar virá a classe de trabalhadores produtivos, a classe trabalhadora, que tem sido até hoje oprimida. Está começando a cumprir sua missão política. Ela está envolvida em uma dura e amarga luta pelo poder político, à medida que busca se tornar parte do organismo nacional. A batalha começou no campo econômico ; terminará no político. Não é apenas uma questão de salários, não apenas uma questão do número de horas trabalhadas em um dia – embora nunca possamos nos esquecer de que essas são uma parte essencial, talvez a mais significativa da plataforma socialista -, mas é muito mais uma questão de incorporar uma classe poderosa e responsável no estado, talvez até para torná-la a força dominante na futura política da pátria. A burguesia não quer reconhecer a força da classe trabalhadora. O marxismo forçou-o em uma camisa de força que vai arruiná-lo. Enquanto a classe trabalhadora se desintegra gradualmente na frente marxista , a sangradora burguesia e o marxismo concordaram com as linhas gerais do capitalismo e vêem sua tarefa agora para protegê-lo e defendê-lo de várias maneiras, muitas vezes escondidas.”(Como citado em Joseph Goebbels e Mjölnir, Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken (Munique: Verlag Frz. Eher, 1932)

Joseph Goebbels: ”Se a Alemanha permanecer unida e marchar ao ritmo de sua visão socialista revolucionária, ela será imbatível. Nossa indestrutível vontade de viver e a força motriz da personalidade do Führer garantem isso.”(Trecho do discurso “Crise de Inverno acabou” em 4 de junho de 1943 no Berlin Sport Palace, “Überwundene Winterkrise, Rede no Berliner Sportpalast”, Der steile Aufstieg)

Joseph Goebbels: “Não haverá restauração do czarismo na Rússia, mas um verdadeiro socialismo substituirá o bolchevismo judeu.”(Como citado em Goebbels Diaries, anotações de 16 de junho de 1941)

Joseph Goebbels: ”Melhor descer com o bolchevismo do que viver em eterna servidão capitalista.”(Como citado em ”The Devil’s Disciples: Hitler’s Inner Circle” de Anthony Read, p. 142, diary entry Oct. 23, 1925)

Joseph Goebbels: ”O capitalismo é a distribuição imoral do capital … A Alemanha se libertará no momento em que os trinta milhões à esquerda e os trinta milhões à direita se tornarem causa comum. Apenas um movimento é capaz de fazer isso: o nacional-socialismo, encarnado em um Führer – Adolf Hitler.”(Como citado no discurso ”Lenin or Hitler”, datado de 17 de setembro de 1925)

Joseph Goebbels: ”O NSDAP(Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães) é a esquerda alemã. Desprezamos o nacionalismo burguês.”(Como citado no artigo de Goebbels publicado na revista Der Angriff, 6 de dezembro de 1931)

Joseph Goebbels: ”Somos contra a burguesia política e pelo nacionalismo genuíno! Somos contra o marxismo, mas pelo verdadeiro socialismo! Nós somos o primeiro estado nacional alemão de natureza socialista! Nós somos pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães!.”(Escrito por Joseph Goebbels e Mjölnir, Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken, Munique: Verlag Frz. Eher, 1932, traduzido como “Those Damned Nazis”) 

Joseph Goebbels: ”A Inglaterra é uma democracia capitalista. A Alemanha é um estado popular socialista. E não é o caso que pensamos que a Inglaterra é a terra mais rica do mundo. Existem lordes e homens da cidade na Inglaterra que são, de fato, os homens mais ricos do mundo. As grandes massas, no entanto, vêem pouco dessa riqueza. Vemos na Inglaterra um exército de milhões de pessoas empobrecidas, socialmente escravizadas e oprimidas. O trabalho infantil ainda é uma questão óbvia. Eles só ouviram falar de programas de assistência social. Parlamento ocasionalmente discute legislação social. Em nenhum outro lugar existe uma desigualdade tão terrível e horripilante como nas favelas inglesas. Aqueles com boa criação não percebem isso. Se alguém falar sobre isso em público, a imprensa, que serve à democracia plutocrática, rapidamente o rotula como o pior tipo de patife.”(Como citado no discurso de Goebbels intitulado “Englands Schuld”, ou em inglês, ”England’s Guilt”, datado de 1939, Illustrierter Beobachter, Sondernummer)

O seguinte trecho foi retirado do livro ”The Bunker” (1978, Boston, Houghton Mifflin, pp. 261-262), do jornalista e historiador americano James P. O’Donnell. O’Donnell cita Artur Axmann, o líder da juventude nazista, relembrando uma conversa com Goebbels no bunker de Hitler no dia 1 de maio de 1945, no mesmo dia em que Goebbels e sua esposa se matariam depois que ela matasse seus filhos: 

”Goebbels levantou-se para me cumprimentar. Ele logo se lançou em lembranças vivas de nossos velhos dias de luta de rua em Wedding de Berlim, de 1928 a 33. Ele lembrou como havíamos espancado os comunistas de Berlim e os socialistas em submissão. Ao som da canção ‘Horst Wessel’, em seu antigo território, ele disse que uma das grandes realizações do regime de Hitler foi conquistar os trabalhadores alemães quase que totalmente para a causa nacional. Os operários, disse ele, como o Kaiser não conseguira fazer, continuavam a repetir, foram um dos verdadeiros triunfos do movimento. Nós, os nazis eramos um partido não-marxista, porém revolucionário, anticapitalista, antiburguês, antireacionário… Homens de colarinho de amido, como o chanceler Heinrich Bruening, nos chamavam de ‘bolcheviques marrons’, e seus instintos burgueses não estavam errados”.

Outro importante texto que demonstra cabalmente a cosmovisão e convicções socialistas radicais de Goebbels, é o ensaio de sua autoria Kapitalismus(Capitalismo).

Joseph Goebbels: ”Este foi o erro crucial do proletariado alemão naquele infeliz 18 de novembro de 1918: pode se perder uma guerra, deixar acontecer uma revolução, e apesar disso pode-se derrubar um Estado capitalista e erigir em seu lugar um Estado socialista. Isso só foi possível com as armas. Ninguém conseguiu na história mundial estabelecer uma nova cosmovisão – e o Socialismo é uma – através de uma capitulação, mas somente com resistência e ataque. 1918 apresentou aos socialistas alemães somente uma missão: manter as armas e defender o Socialismo alemão. Isso não foi feito. Conversa-se e realizam-se revoluções, mas o trabalhador alemão não nota que com isso ele apenas segura o cabide para seu pior inimigo, o capital internacional.

(…)O resultado desta tolice é a anarquia de hoje. No papel uma Democracia social; na prática uma plantação do capital internacional. Ao contrário, nós nos posicionamos para a defesa. Como somos socialistas, queremos que o dinheiro sirva ao povo, por isso nos rebelamos contra esta situação, preparem a vontade para romper com um sistema insuportável, que dos escombros da democrática província do dinheiro, levante o Estado nacional alemão;”(Dr. Joseph Goebbels, em ”Der Angriff” vom 15. Juli 1929. Joseph Goebbels em 15 de julho de 1929. O ensaio pode ser encontrado em Joseph Goebbels, O ataque – Extratos da época de luta, 1935, p. 188-190)

Falando sobre a situação dos homens de negócio durante o regime nazista na Alemanha, dizia a edição da revista Time, ”Adolf Hitler: Man of the Year, 1938”, 2 de janeiro de 1939: ”A piada mais cruel de todas, no entanto, foi jogada pela Hitler & Companhia com os capitalistas alemães e pequenos empresários que antes apoiavam o Nacional Socialismo como um meio de salvar a estrutura econômica burguesa da Alemanha do radicalismo. O credo nazista de que o indivíduo pertence ao estado também se aplica aos negócios. Algumas empresas foram confiscadas diretamente, em outras, o que equivale a um imposto sobre o capital foi cobrado. Os lucros foram estritamente controlados. Alguma idéia do crescente controle governamental e da interferência nos negócios poderia ser deduzida do fato de que 80% de toda a construção e 50% de todas as encomendas industriais na Alemanha se originaram no ano passado com o governo. Pressionado por alimentos e fundos, o regime nazista assumiu grandes propriedades e, em muitos casos, a agricultura coletivizada”.  

Fritz Tyssen(magnata do aço na Alemanha e inicialmente apoiador e entusiasta de Hitler e do Partido Nazista): ”Logo a Alemanha não será nada diferente da Rússia Bolchevique; os chefes de empreendimentos que não cumprirem as condições que o ‘Plano’ prescreve serão acusados de traição contra o povo alemão, e serão fuzilados.”(Como citado na obra I Paid Hitler, 1941)

Gregor Strasser (importante militante e membro do Partido Nazista): “Somos socialistas. Somos inimigos mortais do sistema econômico capitalista de hoje, com sua exploração dos economicamente fracos, seu sistemas alaria injusto, sua maneira imoral de julgar o valor dos seres humanos em termos de riqueza e dinheiro, em vez de por sua responsabilidade e seu desempenho, e estamos determinados a destruir esse sistema aconteça o que acontecer.”(Thoughts about the Tasks of the Future-por Gregor Strasser, 15 de junho de 1926)

Gregor Strasser: “Devemos pegar da direita o nacionalismo sem o capitalismo e da esquerda o socialismo sem internacionalismo.”(Como citado em Wars, Revolutions, Dictatorships, por Stanislav Andreski)

Hermann Göring(membro do Partido Nazista e fundador da Gestapo): ”Meus queridos cidadãos! Estamos vivendo uma revolução nacional-socialista. Nós enfatizamos o termo ‘socialista’ porque muitos falam apenas de uma revolução ‘nacional’. Duvidoso, mas também errado. Não foi apenas o nacionalismo que levou ao avanço. Estamos orgulhosos pelo triunfo do socialismo alemão. Infelizmente, ainda há pessoas entre nós hoje que enfatizam fortemente a palavra ‘nacional’ e que não querem saber nada sobre a segunda parte de nossa visão de mundo, o que mostra que eles também não entenderam a primeira parte. Aqueles que não querem reconhecer um socialismo alemão não têm o direito de se chamarem nacionais”(Como citado em Hermann Göring, Nationalismus und Sozialismus: Rede auf der NSBO. im Berliner Sportpalast em 9 de abril de 1933.  Hermann Göring: Reden und Aufsätze. Munique: Zentralverlag der NSDAP, 1941, pp. 36-49).

Hermann Göring: “O que os russos conseguiram construir, nós também podemos realizar.”(Como citado em Niederschrift über die Sitzung des Ministerrats 4 September 1936, em H. Michaelis e E. Schraepler, Ursachen und Folgen vom deutschen Zusammenbruch 1918 bis 1945, vol. X)

Ernst Röhm (membro do Partido Nazista e o fundador da SA): ”Muito nos separa dos comunistas, mas respeitamos a sinceridade de sua convicção e sua disposição de fazer sacrifícios em benefício da própria causa, e isto nos une a eles.”(Como citado em Die Geschichte eines Hochverraters[A Históra de um traidor], 1933, Volksausgabe)

Ernst Röhm: “Uma tremenda vitória foi ganha. Mas não uma vitória absoluta! A SA e a SS não vão tolerar que a revolução alemã adormeça e seja traída no meio do caminho por não-combatentes. Não por causa da SA e A SS é a última força armada da nação, a última defesa contra o comunismo.Se a revolução alemã for destruída pela oposição reacionária, incompetência ou preguiça, o povo alemão cairá em desespero e será uma presa fácil para o frenesi manchado de sangue vindo das profundezas da Ásia. Se esses burgueses pensam que a revolução nacional já durou muito tempo, por uma vez que estamos de acordo com eles. Na verdade, é tempo de a revolução nacional parar e se tornar nacional-socialista gostemos ou não, nós continuaremos nossa luta – se eles finalmente entenderem o que é – com eles; se não estiverem dispostos – sem eles, e se necessário – contra eles.”(Ernst Röhm, discurso de junho 1933, como citado em Stormtroopers of Hitler)

Adolf Eichmann (oficial da SS nazista e um dos principais organizadores do Holocausto, posteriormente julgado no tribunal de Nuremberg): “Minhas simpatias políticas se inclinavam para a esquerda e enfatizavam os aspectos socialistas tanto quanto os nacionalistas.”(Confissão de Eichmann em seu livro de memórias, Gotz Aly, Hitler’s Beneficiaries: Plunder, Racial War, and the Nazi Welfare State)

Richard Walther Darré(ministro nacional socialista na Alemanha nazista): “A teoria política judaica sempre foi orientada para o interesse individual enquanto que o socialismo de Adolf Hitler está à serviço do conjunto da sociedade.”(Como citado por George Watson em The Lost Literature of Socialism)

Ernst Rudolf Huber(teórico nazista alemão e porta voz oficial do partido nazista):”Propriedade privada’ como concebida sob a ordem econômica liberalista … representava o direito do indivíduo de administrar e especular com propriedade herdada ou adquirida como quisesse, sem considerar os interesses gerais … O socialismo alemão tinha que superar esse ‘privado’. isto é, visão irrestrita e irresponsável da propriedade. Toda propriedade é propriedade comum. O proprietário é obrigado pelo povo e pelo Reich à administração responsável de seus bens. Sua posição legal só é justificada quando ele satisfaz essa responsabilidade para com a comunidade.”(Como citado em Verfassungsrecht des grossdeutschen Reiches, Hamburgo, 1939, em Raymond E. Murphy, Readings on Fascism and National Socialism)

Leon Degrelle(líder nacional-socialista alemão, falando em nome das SS nazistas na Paris ocupada): “Não é para salvar o capitalismo que combatemos na Rússia… É uma revolução nossa.…Se a Europa se tornasse uma vez mais a Europa dos banqueiros, das gordas burguesias corruptas… deveríamos preferir que o comunismo ganhasse e destruísse tudo. Preferimos que tudo exploda do que ver essa podridão resplandecente. A Europa luta na Rússia porque [isto é, a Europa fascista] é socialista.. O que mais nos interessa na guerra é a revolução a seguir..A guerra não pode terminar sem o triunfo da revolução socialista.”(Discurso de Degrelle, 1943. Citação extraída de Varieties of Fascism, Eugen Weber . D. Van Nostrand, 1964, p. 47)

Martin Heidegger (filósofo alemão e apologista do nazismo): ”Pois o que é saudável e o que é doente, todo povo e idade se dá a sua própria lei, de acordo com a grandeza e a extensão internas de sua existência. Agora o povo alemão está no processo de redescobrir sua própria essência e se tornar digno de seu grande destino. Adolf Hitler, nosso grande Führer e chanceler, criou, através da revolução nacional-socialista, um novo estado pelo qual o povo se assegurará da duração e da continuidade de sua história … Para cada povo, a primeira garantia de autenticidade é e a grandeza está em seu sangue, seu solo e seu crescimento físico. Se perder esse bem ou até mesmo permitir que ele se torne consideravelmente enfraquecido, todo esforço de política estatal, toda habilidade econômica e técnica, toda ação espiritual permanecerá, no final, nula e sem efeito”(Martin Heidegger, palestra na Universidade de Freiburg, em agosto de 1933; como citado por Emmanuel Faye em ”Heidegger, A introdução do nazismo em filosofia à luz dos seminários inéditos de 1933-1935”).

Baldur von Schirach(líder da juventude do Partido Nazista): “Uma atitude socialista e anticapitalista é a característica mais saliente da Juventude Nacional Socialista da Alemanha.”(Como citado em Der Fuehrer, Hitler’s Rise to Power, Konrad Heiden, 1944)

Pierre Drieu La Rochelle(escritor francês e militante fascista colaboricionista do nazismo durante a ocupação): “Eu considerei o fascismo apenas como um passo rumo ao comunismo”(Como citado em Pierre Drieu La Rochelle, The Comedy of Charleroi and Other Stories, trans. Douglas Gallagher).

Henri de Man(teórico socialista belga e posteriormente colaborador da ocupação nazista): “Para as classes trabalhadoras e para o socialismo, este colapso de um mundo decrépito longe de ser um desastre, é uma libertação.”(Declaração contida num manifesto Henri de Man ao Partido Operário Belga, em 1940, quando na ocupação da Bélgica pelas tropas nazistas)

Lucien Rabatet(escritor, jornalista e intelectual fascista francês, colaborador da ocupação nazista na França): ”Sem os judeus, teríamos feito entre nós, e com o mínimo de estragos, essa revolução do socialismo autoritário que se tornou a necessidade do nosso século e de que os velhos doutrinadores franceses, como Proudhon, têm a honra de ter sido os precursores.”(Les Décombres, 1942, Lucien Rebatet, pág. 565)

Gottfried Feder(economista alemão, um dos fundadores do Partido Nazista e umas das influências de Hitler): ”A idéia de juros sobre empréstimos é a invenção diabólica do grande capital de empréstimos; só ela torna possível a vida do drone preguiçoso de uma minoria de magnatas às custas dos povos produtivos e de seu potencial de trabalho”.(Como citado em “Brechung der Zinsknechtschaft”, ou no inglês ”Manifesto for the Abolition of Enslavement to Interest on Money”, 1919, Gottfried Feder)

Comentando sobre a influência de Feder sobre seu pensamento, dizia Hitler: “Ao ouvir a primeira palestra de Gottfried Feder sobre a ‘quebra da escravidão de interesses’, soube imediatamente que se tratava de uma verdade teórica que seria, inevitavelmente, de imensa importância para o povo alemão. … O desenvolvimento da Alemanha foi muito claro em meus olhos para eu não saber que a batalha mais difícil teria que ser travada, não contra nações hostis, mas contra o capital internacional.… Assim, foram as conclusões de Gottfried Feder que me fizeram mergulhar nos fundamentos desse campo com o qual eu anteriormente não estava muito familiarizado. Comecei a estudar novamente, e agora pela primeira vez realmente consegui entender o conteúdo do … esforço de vida de Karl Marx. Só agora seu Kapital se tornou realmente inteligível para mim.”(Hitler, Mein Kampf)

No final da década de 70, o debate sobre a essência socialista do nazismo foi retomado pelos líderes democratas cristãos alemães da União Social-Cristã(CSU). 

O líder do CSU Franz Josef Strauss disse em seu discurso no congresso do partido CSU em 28 de setembro de 1979 em Munique: “Não vamos ficar em silêncio neste debate, afinal, o nazismo era também uma variante do socialismo, e sua grande massa equilíbrio que ele não recebeu a partir dos destroços da I Guerra Mundial, a partir do corpo livre, a classe média empobrecida ou a classe média. Ele chamou a atenção dos milhões de socialistas que fugiram do SPD como eleitores.”(Como citado em ”Die letzten wurden 1934 ermodet”, Der Spiegel)

O então Secretário Geral da CSU, Edmund Stoiber, concordou afirmando: “Eu comecei a discussão. O assombro em público, quando Franz Josef Strauss, em Essen, chamou esses caçadores de esquerda de melhor aluno de Himmler, foi o ponto de partida. É uma coisa muito interessante descobrir as raízes comuns entre o comunismo e o nacional-socialismo. As fronteiras são fluidas e os nacional-socialistas eram, em primeiro lugar, socialistas.”(Como citado em ”Die letzten wurden 1934 ermodet”, Der Spiegel)

O vice-presidente da CSU, Friedrich Zimmermann, acrescentou:“Os nazistas têm uma grande quantidade de traços socialistas.”(Como citado em ”Die letzten wurden 1934 ermodet”, Der Spiegel)

Siga-nos no Twitter

Este é o Painel DN

O Painel DN é um veículo jornalístico conservador, com a missão de levar ao leitor notícias diárias, análises e comentários sobre os fatos mais relevantes relacionados a assuntos políticos, econômicos, internacionais, sociais e culturais. O jornalismo do Painel DN entende que a transmissão e relato fidedigno dos fatos constituí a missão mais importante da atividade jornalística, já que a opinião pública em qualquer democracia se forma justamente através das notícias.

Newsletter Gratuita

Não perca nenhuma notícia.

Inscreva-se em nossa newsletter gratuita e receba em primeira mão as notícias mais importantes.

Veja nossas  Políticas de Privacidade

Matérias Relacionadas