São Paulo cai três posições no ranking de qualidade de saneamento, diz levantamento

Na maior cidade do país, 270 piscinas por dia de esgoto não tratado são jogadas in natura na natureza.

A cidade de São Paulo caiu três posições num ranking que avalia a qualidade do saneamento básico nas 100 maiores cidades do país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Trata Brasil.

Na maior e mais rica cidade do país, 35,34% do esgoto ainda vão parar na natureza sem tratamento, por falhas no sistema e furtos. Este índice que piorou depois da crise hídrica, segundo o presidente executivo do Trata Brasil. Os dados se referem a 2018.

“A gente percebeu um aumento das perdas de água em São Paulo depois da crise hídrica que a gente passou e isso acontece mesmo, porque naquele período a Sabesp deixou de investir em combate à perda para investir em mais água, porque nós estávamos vivendo um período difícil e desde lá as perdas de São Paulo se mantêm na casa de 30%, que é bastante. Para uma cidade com o potencial econômico e uma empresa de saneamento muito forte como a Sabesp”, disse Edison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil.

Segundo ele, a queda no ranking tem a ver com a falta de evolução da cidade nos índices. Carlos afirma que na maior cidade do país, 270 piscinas por dia de esgoto não tratado são jogadas in natura na natureza.

Na comunidade Vietnã, região do Jabaquara, zona Sul de São Paulo, a água tratada chegou, mas o esgoto continua a céu aberto. É despejado direto no córrego, sem tratamento algum.

Anaide da Silva Araújo, cuidadora de idosos, disse que “fica um mau cheiro horrível na comunidade inteira. Quem mora mais perto sofre mais.”

A aposentada Elvira Teresa da Conceição disse que “para mim é horrível, é terrível. Mas eu não posso fazer nada né, eu moro sozinha. Não tem quem me ajude. Só Deus.”

Sobre a comunidade Vietnã, a Sabesp disse que o local será beneficiado com rede coletora de esgoto e que as obras devem começar até maio. Sobre as perdas de água, a Sabesp disse que investiu mais de R$ 900 milhões em controle de perda, só no ano passado. E a companhia comemorou a posição no ranking.

Monica Porto, assessora da presidência da Sabesp, disse que “São Paulo tem uma posição privilegiada dentre as capitais do Brasil, é a segunda no ranking. Então, para uma cidade de R$ 12 milhões de habitantes com a complexidade de São Paulo a gente considera isso um prêmio. A gente ser considerado a segunda capital melhor servida de saneamento do Brasil.”

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