Pesquisa revela que partidos de esquerda no Brasil são os que mais concordam com a ideologia fascista

Rotineiramente vemos a oposição esquerdista ao governo do Presidente Jair Bolsonaro qualificá-lo como ”fascista” e ”autoritário”, enquanto eles são ”democráticos” e ”pacifistas”(exceto quando não estão no poder).

Partidos como o PT, PCdoB e PSOL(que compõem a extrema-esquerda dentro do parlamento) juram que o capitão reformado é a reencarnação do próprio ditador fascista Benito Mussolini em pessoa. 

Durante muito tempo, mesmo antes da ascensão de Jair Bolsonaro a Presidência do Brasil e do ressurgimento da direita brasileira em anos recentes, a esquerda definia a direita política(liberal ou conservadora) como essencialmente ”fascista”.

No entanto, uma pesquisa muito interessante realizada alguns anos atrás pelo historiador brasileiro Leandro Narloch desmente cabalmente tal narrativa do “fascismo de direita”. Na pesquisa realizada para sua obra ”Guia Politicamente Incorreto”, publicada em 2013(sucesso de vendas do ano), Narloch apresentou frases do ditador fascista Benito Mussolini a parlamentares de vários partidos, sem dizer que eram de autoria do ditador italiano.

Após a apresentação das frases, era perguntado aos parlamentares o grau de concordância ou discordância  que possuíam com as afirmações. Curiosamente, políticos de esquerda, justamente os que mais costumam colar o adjetivo ‘’fascista’’ na testa de seus adversários políticos a direita, foram os que mais concordaram com as frases de Mussolini.

A pesquisa foi feita com 60 deputados federais brasileiros, de diversos partidos. Na época em que foi realizada, os parlamentares que menos se identificaram com as frases do ditador fascista foram políticos de partidos tidos como de ”direita”, como o DEM e PSDB.

Já os partidos que mais se identificaram com os ideias fascistas, foram o PCdoB, o PT, PDT e PSB, que figuraram na pesquisa com o maior número de parlamentares que concordaram com as frases.   

Uma de tais parlamentares, ainda hoje deputada federal, foi Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que concordou totalmente com a ideia fascista do indivíduo como mera engrenagem do Estado. Seu pensamento é expresso quando ela responde positivamente á seguinte afirmação de Mussolini: “Como um anti-individualista, acredito numa concepção de  vida que se destaca a importância do Estado e aceita o indivíduo apenas quando seus interesses coincidem com os do Estado”. A frase foi retirada diretamente do livro ”A Doutrina do Fascismo”, escrito em 1932 pelo ditador italiano e pelo filósofo e ideólogo fascista Giovanni Gentile.

A pesquisa foi realizada com os deputados para ilustrar a tese do autor americano Jonah Goldberg, de que o fascismo, tão presente na boca de políticos e militantes esquerdistas, está muito mais alinhado com a própria esquerda do que com a direita política, seja ela liberal ou conservadora. 

Dentre todos os partidos do parlamento brasileiro, deputados do PT e PCdoB foram os que mais demonstraram concordância com frases de Mussolini na pesquisa.

Em seu livro ”Fascismo de esquerda”(Liberal Fascism) best-seller de sucesso, o ensaísta americano defende que os princípios do ditador italiano Benito Mussolini seguem presentes em protestos, discussões políticas e ações, mas não de governos ”ultra-direitistas” como é propagado pela mídia ou pela academia, mas em partidos e governos esquerdistas, supostamente ”anti-fascistas”.

Mas também não é nenhuma novidade para qualquer estudioso do fascismo, afinal tanto o fascismo quanto o socialismo são ideologias centradas no controle estatal absoluto sobre a sociedade, no estatismo feroz, no impulso de cercear liberdades individuais em nome da ”justiça social”, e possuem ambas um caráter revolucionário anti-liberal e anti-capitalista.

Para Goldberg, isso acontece porque eles nutrem uma crença maior nos direitos e poderes do estado. Diz Goldberg:

O que os une são seus impulsos emocionais ou instintivos, tais como a busca pelo ‘comunitário’, a exortação para se ir ‘além’ da política, uma fé na perfectibilidade do homem e na autoridade dos especialistas e uma obsessão com a estética da juventude, o culto da ação e a necessidade de um estado todo-poderoso para coordenar a sociedade no plano nacional ou global”.

Baseando na premissa de Goldberg, Leandro Narloch retirou trechos do manifesto fascista, ”A Doutrina do Fascismo”, e tirou dali cinco frases que expressam os princípios mais caros da ideologia fascista. 

Narloch omitiu referências à Itália e ao fascismo e expôs as cinco afirmações à avaliação de 60 deputados federais em Brasília – sem contar para eles, é claro, que as frases vinham do manifesto fascista do ditador italiano.

As frases retiradas do manifesto fascista eram as seguintes:

1) ”Um homem se torna um homem apenas em virtude de sua contribuição à família, à sociedade e à nação”. 

2) ”Como um anti-individualista, acredito numa concepção de vida que destaca a importância do estado e aceita o indivíduo apenas quando seus interesses coincidem com os do estado.”

3) ”O estado deve abranger tudo: fora dele valores espirituais ou humanos têm pouco valor.”

4) ”O estado deve ser não apenas um criador de leis e instituições, mas um educador e provedor de vida espiritual. Deve ter como objetivo reformular não apenas a vida mas o seu conteúdo – o homem, sua personalidade, sua fé.”

5) ”O estado deve educar os cidadãos à civilidade, torná-los conscientes de sua missão social, exortá-los à união; deve harmonizar interesses divergentes, transmitir às futuras gerações as conquistas da mente e da ciência, da arte, da lei e da solidariedade humana.”

A pesquisa registrou a opinião dos parlamentares em questionários com escala de 0 (discordo totalmente) a 4 (concordo totalmente). O resultado? Os deputados que mais concordaram com as frases do fascista italiano, eram justamente de partidos de esquerda. Já os que menos concordaram com as frases eram deputados de partidos como PSDB e DEM.

Entre os partidos que tiveram pelo menos três deputados ouvidos, a tese do “fascismo de esquerda” se confirmou com exatidão – e uma surpreendente coerência. Quanto mais à esquerda, menor a discordância em relação aos enunciados totalitários de Mussolini.

Dentre os partidos de esquerda que mais concordaram com os trechos do manifesto fascista, os que figuraram no topo do ranking foram o PCdoB de Manuela D’avila, o PT de Fernando Haddad e o PDT de Ciro Gomes.

Diversos deputados esquerdistas concordaram efusivamente com trechos do manual do ditador italiano. Os deputados Assis Melo (PCdoB-RS), Domingos Dutra (PT-MA), José Airton (PT-CE), Perpétua Almeida (PCdoB-AC), Vander Loubet (PT-MS) e Oziel Oliveira (PDT-BA) concordaram totalmente com a ideia fascista do indivíduo como mera engrenagem do Estado. 

A soma 20 indica total concordância; 10, a neutralidade; 0 a total discordância.

Ao que parece, como diria a velha máxima, os verdadeiros fascistas da atualidade preferem chamar a si mesmos de ”anti-fascistas”. 

Para saber mais sobre a pesquisa basta clicar aqui.

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