Ordem de prisão contra Evo Morales por crimes de terrorismo

Ex-presidente é acusado de crimes de sedição, terrorismo e financiamento do terrorismo.

A Procuradoria da Bolívia emitiu uma ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales nesta quarta-feira (18.12). O ex-presidente deposto é acusado pelo governo interino do país de ter cometido crimes como sedição (rebelião contra o Estado), terrorismo e financiamento ao terrorismo. As informações são do jornal Veja.

Também de acordo com a agência de notícias internacional Reuters, o chefe da Divisão de Corrupção Pública da polícia boliviana, Luis Fernando Guarachi, confirmou a ordem de prisão á Evo para os jornalistas de La Paz, capital do país.

Após sua renúncia, foi divulgado um áudio gravado por Morales, que se encontrava exilado no México, que este mostrava que o ex-presidente deposto estava organizando atos de desestabilização e terrorismo contra o governo interino da Bolívia.

O ministro do Interior da Bolívia, Arturo Murillo, logo após a divulgação do áudio, pediu ao Ministério Público da Bolívia que fizesse uma investigação sobre o ex-presidente com base no áudio gravado por ele. Na gravação, Evo instruí um líder cocaleiro a fechar os acessos às cidades e interromper o abastecimento de alimentos, como objetivo de desestabilizar o atual governo, de sua opositora Jeanine Añez. “Que não entre comida nas cidades, vamos bloquear, cerco de verdade”, dizia um trecho da gravação. 

Arturo Murillo publicou nesta quarta-feira em sua conta no Twitter a imagem da ordem de prisão do ex-presidente acompanhada da frase: “Sr. Evo Morales, para seu conhecimento”.



Atualmente, Evo ganhou o status político de refugiado na Argentina. Em meio a grandes protestos populares na Bolívia, Evo renunciou à Presidência em 10 de novembro. Logo em seguia fugiu para o México, onde recebeu asilo político do Presidente López Obrador.

O ex-presidente viu seu governo ruir na Bolívia após ficar provado que Evo adulterou o resultado das eleições para se favorecer no pleito presidencial. As suspeitas de fraude na eleição levaram a grandes protestos populares contra Morales. A fraude eleitoral foi confirmada pela Organização dos Estados Americanos.

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