Moro desmente devaneios de Petra

Em entrevista ao Deputado Eduardo Bolsonaro, o Ministro fez críticas ao Documentário petista ”Democracia em Vertigem” da cineasta Petra Costa.

Durante entrevista ao Deputado Federal Eduardo Bolsonaro(PSL-SP), o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afastou a relação da Lava Jato com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República, dois anos depois. As informações são do Estadão.

O Ministro rechaça alguma relação entre o impeachment de Dilma Rouseff em 2016 e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, afirmando que são ”coisas dissociadas’‘:

”São movimentos que foram distintos. Claro que existe um contexto no qual o presidente foi eleito. Mas, assim, o impeachment não teve a nada a ver com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. São coisas dissociadas”.

Eduardo Bolsonaro estreou um programa de entrevistas em seu canal no YouTube, chamado de O Brasil precisa saber. Antes da exibição, Eduardo divulgou o anúncio da gravação, chamando seus seguidores para acompanhar o programa. Moro fez referência ao impeachment e à eleição presidencial ao criticar o documentário Democracia em Vertigem, da diretora Petra Costa, em que a cineasta e herdeira da Andrade Gutierrez ataca a Lava Jato e defende Lula e Dilma Rouseff. Disse Moro ainda:

”Para um documentário, acho que presta um desserviço aos fatos porque é uma visão deturpada daqueles acontecimentos”.

Na entrevista, Moro elogiou ainda o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, por derrubar um item da lei anti-crime que obrigava presos a serem submetidos à audiência de custódia em 24 horas. O dispositivo foi incluído no pacote proposto por Moro na tramitação do projeto no Congresso.

Ao ser questionado sobre futuros projetos a serem encaminhados ao Legislativo, destacou a intenção de deixar a Força Nacional de Segurança expressa na Constituição. A intenção é dar segurança a uma nova modelagem para o órgão, que atualmente reúne policiais estaduais em operações especiais. O ministro também se manifestou favorável à diminuição da idade penal para 16 anos em caso de crimes gravíssimos.

O Ministro também defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de “crimes gravíssimos”. Disse o Ministro sobre a proposta de redução:

”Existe uma proposta no Senado, que está parada. Eu, a princípio, sou simpático à redução da maioridade para 16 [anos] para crimes gravíssimos”.

Moro afirmou ainda que pretende enviar ao Parlamento, este ano, projetos mais pontuais. Também contou que busca convergência com a bancada da segurança pública. Ele adiantou que deve encaminhar uma proposta de emenda constitucional para tornar expressa, na Constituição, a Força Nacional de Segurança Pública.

O mandatário da pasta da Justiça e Segurança Pública disse que não vê problema no chamado ”super encarceramento” do Brasil. Na avaliação dele, o Brasil tem números elevados por ser um dos mais populosos e violentos do mundo. Disse ainda que, se considerar a proporção por 100 mil habitantes, os números não são alarmantes.

Recentemente, foi divulgado que o número de homicídios no país caiu 19%, apresentando assim a menor taxa da série iniciada desde o ano de 2007. No ano de 2019, foram registrados 41.635 assassinatos no país, diante de 51.558 em 2018. O número apresenta uma redução de 19% comparado aos números de 2018. Analistas tem apontado que a diminuição dos índices se devem as políticas de endurecimento ao combate ao crime adotadas por Moro no comando da Segurança Pública.

O Ministro disse que considera a impunidade como um dos fatores responsáveis pelos elevados índices de criminalidade no país, tanto do colarinho branco, quanto da criminalidade organizada e violenta:

“Sempre fui defensor da redução da impunidade. Até porque existe a questão dos direitos humanos, que é importante, do devido processo legal, que é relevante. Mas, por exemplo, esses elevados índices de assassinato de uma pessoa… quando há diminuição nesse sentido, as pessoas mais expostas são dos grupos mais vulneráveis. Quem sofre com lugares dominados por traficantes e homicídios são as pessoas mais vulneráveis. Não é o Leblon no Rio de Janeiro”.

Segundo ele, depois da Lava Jato, não há mais espaço no país para um movimento contrário, de redução da impunidade:

“Acho que no Brasil estamos bem, no caminho certo, de reduzir a impunidade a todo tipo de criminalidade. Não acho que seja conveniente nem que haja espaço para discutir a redução de pena para crimes graves”.

A entrevista completa na íntegra:

Leia mais sobre: Sergio Moro, Eduardo Bolsonaro, Ministério da Justiça.

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