Maia insatisfeito com ”demora” da reforma administrativa

Presidente da Câmara espera que o governo envie a proposta da reforma administrativa ao Congresso na próxima semana.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), expressou insatisfação nesta quarta-feira (29.01) com o fato de o governo do presidente Jair Bolsonaro não ter enviado ao Congresso o texto da proposta de reforma administrativa. As informações são do Poder360.

Maia disse que há uma disputa sobre qual reforma vai ser votada com prioridade: se a reforma administrativa ou a reforma tributária. Na opinião do presidente da Câmara dos Deputados a proposta de reforma tributária do professor Bernard Appy, de relatoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), deve ter prioridade.

Maia disse que “não tem culpa” de o governo ainda não ter enviado um projeto de reforma administrativa:

Temos a reforma tributária que foi apresentada no ano passado pelo deputado Baleia, temos a reforma administrativa, que a gente espera que o governo encaminhe na próxima semana. Tem uma certa disputa de narrativa sobre qual matéria deve ser votada 1º. Mas eu não tenho culpa se o governo não mandou a reforma administrativa e a gente está pedindo isso há muito tempo”.

As declarações foram feitas em evento organizado pelo banco Credit Suisse, que reuniu em São Paulo economistas, investidores e representantes do poder público para discutir uma agenda de investimentos no Brasil.

O presidente da Câmara voltou ainda a criticar a proposta do ex-secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que tratava sobre um imposto nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). ”Não parecia que tinha um bom caminhamento”, disse.

Segundo Maia, as eleições municipais a partir do segundo semestre deste ano terão um impacto muito menor no Congresso do que a ”imprensa está avaliando”. Disse esperar que as duas reformas sejam aprovadas até o fim de 2020.

Para Maia, as reformas da Previdência, aprovada no ano passado, e a tributária são essenciais para reduzir desigualdades do Estado brasileiro. No entanto, admitiu que lobbies contrários podem retardar as discussões das propostas:

”Nossa economia é muito fechada, o que atrapalha o setor produtivo brasileiro. Nosso papel é realizar reformas para diminuir essas desigualdades”.

Maia também criticou as propostas de privatizações do governo:

”Todo mundo quer privatizar até sentar na cadeira, aí passa a achar que a empresa é boa e eficiente”.

O presidente da república Jair Bolsonaro havia afirmado na segunda-feira(27.01) que propôs alterações no texto da reforma administrativa elaborada pelo Ministro da Economia Paulo Guedes. 

O presidente não deu mais detalhes sobre quais seriam as alterações no texto propostas por ele, e afirmou que o mais importante nesse debate é a ”guerra da informação”. Bolsonaro disse que as alterações solicitadas por ele estão sendo atendidas:

”Estudamos, propusemos algumas alterações e não é porque eu sou presidente, não, mas elas estão sendo atendidas”.

Quando sobre os detalhes das alterações solicitadas, respondeu que não iria adiantar as informações:

”Como pode mudar, não quero que vocês falem que eu recuei”.

No domingo(26.01) Bolsonaro comentou que era preciso aproveitar o tempo para aprovar as reformas tributária e administrativa e indicou que poderia enviá-las juntas ao Congresso Nacional.

”A reforma administrativa está praticamente pronta, falta só conversar a última palavra com o Paulo Guedes. A tributária é importante também. E tem que aproveitar, né? Porque tem eleições municipais e a partir de junho.

Ver mais sobre: Rodrigo Maia, Reforma Administrativa, Congresso.

Siga-nos no Twitter

Este é o Painel DN

O Painel DN é um veículo jornalístico conservador, com a missão de levar ao leitor notícias diárias, análises e comentários sobre os fatos mais relevantes relacionados a assuntos políticos, econômicos, internacionais, sociais e culturais. O jornalismo do Painel DN entende que a transmissão e relato fidedigno dos fatos constituí a missão mais importante da atividade jornalística, já que a opinião pública em qualquer democracia se forma justamente através das notícias.

Newsletter Gratuita

Não perca nenhuma notícia.

Inscreva-se em nossa newsletter gratuita e receba em primeira mão as notícias mais importantes.

Veja nossas  Políticas de Privacidade

Matérias Relacionadas