E novamente Trutis causa crise no PSL

Já não é a primeira vez que o parlamentar da motivos para a criação de uma nova crise no PSL

Já não é a primeira vez em que Loester Trutis se mostra irresponsável no que se diz a respeito do partido. Após atropelar a candidatura do Deputado Estadual Capitão Contar, o parlamentar resolveu arrumar novos problemas para o PSL, más agora em nível estadual. Em um grupo de WhatsApp intitulado “presidentes municipais do PSL” se iniciou uma nova discordância, desta vez com o pré-candidato à Prefeitura de Paranaíba o advogado Sindoley Morais. Existem trocas de acusações entre o vice-presidente estadual do partido e o parlamentar, e rumores apontam mais um racha na sigla em MS.


Em áudio vazado, Trutis aparentemente optou por deixar de apoiar a pré-candidatura de Sindoley, que foi seu assessor até maio deste ano, e disse que não concordava com os rumos da campanha no interior.

Acho que muitos de vocês têm motivos para não concordar com várias coisas que foram feitas. Então, como eu vou cuidar só da Capital não vejo muito sentido em continuar neste grupo, já que, a atual administração: doutor Sindoley (doutor sem doutorado!) e Raquel Portioli não representam a minha vontade dentro dessa administração. Então, eu me retiro do grupo e me coloco à disposição dos senhores no meu privado”, disse Trutis.

Segundo informado por integrantes do partido, que não quiseram se identificar, a briga começou porque Sindoley teria procurado apoio de integrantes do PSB de Paranaíba. Isso teria deixado o deputado irritado com o ex-assessor por conta do histórico da sigla que apoiou governos petistas e bandeiras ideológicas.


O desentendimento
Por sua vez, Sindoley disse ao jornal O Estado que o desentendimento teve início após uma postagem de Trutis nas redes sociais, em que dizia que aqueles que fossem pré-candidatos da sigla teriam de cumprir os seguintes compromissos: diminuir o número de secretarias e de funcionários comissionados; para cada secretário demitido, contratar dois médicos especialistas; para cada dez comissionados demitidos, contratar dois professores para a rede pública; dinheiro do Carnaval para Apae e outras entidades de crianças especiais.

O advogado afirmou que ao ver a publicação contestou o parlamentar e citou que seria impossível manter os compromissos. O pré-candidato disse que é contra propostas tendenciosas.

“O que eu não gosto e não aceito é discurso populista. A gente tem que parar de querer enganar as pessoas. Se eu faço um discurso desses na minha campanha vou ter que cumprir depois, e eu sei que não vou conseguir cumprir. E o deputado fica de bonzinho perante toda a população e colocaria em xeque todas as candidaturas do PSL. Já que a senadora Soraya me deu o privilégio de ser vice- -presidente do partido eu achei por bem tomar frente e defender nossos pré-candidatos dos seus respectivos municípios”, disse.


Ele cita que enviou a seguinte mensagem no grupo para o deputado:

Deputado, me desculpe, mas não é assim que funciona uma gestão pública municipal. Até entendo sua boa vontade, mas ao falar na redução de uma secretaria e contratar dois médicos especialistas em qualquer coisa, isso não funciona. Visto que nenhum médico especializado aceita ser contratado por menos de R$ 10 mil, e em muitas cidades um secretário recebe menos do que isso. E se falarmos em redução de cargos comissionados eu concordo, e isso faz parte da nova política, mas com este salário contrataríamos mais de sete professores iniciantes. E quanto ao dinheiro para Carnaval, isso se trata de verba da pasta da cultura, e se vier dinheiro para o Carnaval direto do Ministério da Cultura não podemos desviar em razão de sua finalidade própria. E em segundo ponto, nosso partido PSL não traz estes requisitos em seu estatuto. Portanto, o senhor não pode


falar em nome do PSL, e sim de vossa senhoria”. Em resposta Trutis teria dito: “Sindoley, eu sei que sua passagem pelo PSDB fez você criar maus hábitos. Recolha-se a sua insignificância de aspone. Eu sou da executiva nacional do PSL. E claro, além de deputado federal (acho que ganhei de você se não me engano, mesmo você aceitando recursos do Reinaldo Azambuja). Se está de vice- -presidente local é porque eu permiti. Acho, aliás, que seu estilo de pular sempre do time que acha que está ganhando e cuspir no prato que comeu é a cara do PSL estadual, mas não a minha”.

Brigas Internas

Questionado, o ex-assessor de Trutis disse que não vai processar o parlamentar pela citação anterior por acreditar que seja insignificante. Ele afirmou também que não existe um racha no PSL e sim divergências comuns entre partidos e em época de campanhas. “Não posso falar que o PSL está rachado. Divergências acontecem onde existem pessoas. Não houve racha, o que houve foi um pedido de conhecimento por parte do deputado para que não venha a interferir nas candidaturas.” Sindoley citou que, como vice-presidente regional, está tranquilo e assume toda a situação. Questionado se haverá reunião para resolver o desentendimento, ele diz que não há nada previsto. “Não tem previsão de reunião ainda até porque fui pego de surpresa. Isso [as mensagens] não deveria ter saído do grupo dos presidentes municipais.”

Confira os áudios vazados na integra.

Em áudios vazado Sindoley expõe Trutis.
Áudio de Loester Trutis saindo do grupo de Whatsapp do PSL.

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