Bolsonaro diz que retaliação do Irã seria ”suicídio”

O Presidente comentou a recente tensão entre os Estados Unidos e o Irã e ainda defendeu a ação do Presidente americano Donald Trump.

Comentando o aumento das tensões entre o Irã e os EUA, o Presidente da República Jair Bolsonaro, em entrevista à TV Bandeirantes na noite desta sexta-feira(03.01), disse que, em sua análise, o Irã “dificilmente” irá retaliar o governo americano após a morte do general Qassim Suleimani na sexta-feira(03.01). A operação que terminou com a morte de Qassim teve autorização do Presidente americano Donald Trump. As informações são do jornal Estado de Minas.

Bolsonaro acredita que o país não responderá ao ataque, afirmando que seria “suicida da parte deles”(Irã). O Presidente, durante a entrevista, afirmou que em um conflito militar, “perde o mundo todo” e defendeu ainda que o posicionamento do Brasil diante da tensão seja “pacífico”, alegando que, ao contrário de outros países, o Brasil não possuí forças armadas nucleares.

Bolsonaro também comentou sobre a ação de Donald Trump, defendendo a decisão do aliado, destacando que os EUA tem uma postura ”muito séria” no combate ao terrorismo:

”Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não. Quando o Bin Laden deixou de existir se aventou essa possibilidade, mas o americano tem uma linha muito séria no tocante ao combate ao terrorismo.”

O Presidente havia afirmado, mais cedo na sexta-feira, durante a entrevista a Bandeirantes, que a posição do Brasil é de alinhamento a qualquer país do mundo no combate o terrorismo:

”Nós sabemos, em grande parte, o que o Irã representa para os vizinhos e para o mundo.

Além do Presidente, o Itamaraty também manifestou-se sobre o caso, divulgando uma nota na noite de ontem(03.01). No comunicado oficial, o Itamaraty disse apoiar a ”luta contra o flagelo do terrorismo” e afirma que ainda que o Brasil está “pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento”.

O governo brasileiro também disse na nota que condena ataques à Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá e cobrou que as autoridades locais garantam o respeito à integridade dos agentes diplomáticos, previstos na Convenção de Viena.

Por mais de uma vez, o Itamaraty usa a nota para pedir união e cooperação de todas das nações no combate ao terrorismo, rechaçando qualquer ”relativização” do terrorismo mundial.

Disse a nota do Itamaraty:

”Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo.”

Prossegue dizendo a nota:

”O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul.

A Embaixada do Brasil em Bagdá recomendou ontem que não sejam feitas viagens ao país em razão do “quadro de incertezas e especulações” após o ataque.

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