Bolsonaro descarta imposto sobre produtos que “fazem mal para a saúde”

O Ministro da Economia Paulo Guedes havia veiculado possibilidade de aumento de impostos sobre o produto.

O presidente Jair Bolsonaro descartou nesta sexta-feira(24.01) qualquer possibilidade de aumento de impostos sobre á cerveja. A sugestão de aumentar impostos no produto havia sido levantada pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, que pediu ao grupo responsável pela reforma tributária que fizesse simulações para reagrupar todos os produtos que possam ser prejudiciais para a saúde e contribuir com a obesidade numa mesma categoria tributária. As informações são do Valor Econômico.

Cigarro e itens com adição de açúcar também seriam afetados pelo que Guedes chamou de ”imposto do pecado”, em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O presidente, no entanto, em entrevista a jornalistas em Nova Délhi, descartou a possibilidade:

”Paulo Guedes, desculpa, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de imposto para cerveja, não.”

Acrescentou ainda o presidente:

”Não tem como aumentar, não se consegue mais aumentar a carga tributária no Brasil. Todo mundo consome algo de açúcar todo dia, não dá para aumentar”.

A proposta de Guedes se assemelha ao que já ocorre em outros países, que possuem um sistema tributário que prevê a cobrança desse tipo de imposto para diminuir o consumo de produtos que podem ser nocivos à saúde. Propostas de reforma tributária que tramitam na Câmara e no Senado preveem um imposto seletivo para produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e armas. A novidade seria a inclusão de itens como doces, sucos e refrigerantes.

De 2007 a 2017, o número de jovens obesos no país saltou de 4,4% para 8,5%, segundo o Ministério da Saúde. Ao todo, um em cada cinco brasileiros é obeso.

Guedes defendeu a inclusão de produtos como refrigerantes, sorvetes e chocolates na nova taxação. Ele usou o termo ”imposto do pecado” para defendê-la, mas disse que a expressão é acadêmica (do inglês ”sin tax”) e não tem juízo moral. ”Não é nada de costumes, Deus me livre.’‘, afirmou o Ministro.

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